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Camisa de gol histórico do Taiti e xodó do Museu do Mineirão

Quem estiver de passagem por Belo Horizonte na Copa América 2019 tem boa opção turística na cidade: uma visita ao Museu do Mineirão, que funciona desde 2014 no próprio estádio.

Para os amantes da história do esporte bretão, o local é muito convidativo, com um grande acervo de imagens históricas e diversas áreas interativas, como uma sala em que é possíveis consultar mais de 10 mil súmulas dos jogos na arena.

Entre os muitos itens raros, também há relíquias de grandes personagens que desfilaram seu talento no local, como o argentino Lionel Messi, e lembranças do inesquecível 7 a 1 entre Brasil e Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo 2014.

O item mais querido de toda a coleção do museu, porém, é bem mais alternativo.

Na sala que celebra a Copa das Confederações 2013, torneio que marcou a reabertura do Mineirão após a reforma e modenização, chama a atenção uma camisa vermelha e branca com o número 17.

O uniforme pertenceu a Jonathan Tehau, volante do modestíssimo AS Dragon, do Taiti. Um jogador que se cruzar com você na rua, dificilmente será reconhecido.

Mas o que faz essa peça ser tão querida tanto pelos visitantes quanto pelos funcionários do museu? É a magia da história por trás que explica.

"A seleção do Taiti jogou no Mineirão na Copa das Confederações, em 2013, e a gente é apaixonado por essa camisa, por causa da história do jogo. O Taiti perdeu de 6 a 1 da Nigéria, mas o Tehau fez o único gol que sua seleção marcou fora da Oceania na história. Então, isso foi muito importante não só para ele como para a gente, porque o estádio inteiro vibrou como se eles tivessem ganho o jogo. A gente acha que até a torcida da Nigéria deve ter vibrado", brinca Luiza Macedo, coordenadora do Museu do Mineirão desde 2013, à ESPN.

Segundo Luiza, a reação da delegação taitiana quando foi pedida a doação da camisa para o acervo foi de espanto. Afinal, o que um museu do "país do futebol" iria querer com um uniforme de uma seleção desconhecida, ainda mais depois de uma derrota elástica por 6 a 1?

"Foi interessante, porque eles se sentiram lisonjeados quando a gente pediu a doação da camisa. Eles não conseguiam entender qual era a importância da gente ter a camisa deles, e para nós é muito importante ter esse registro da camisa de todos os clubes e seleções que passaram por aqui", ressaltou.

"Eles ficaram tão emocionados que doaram não só a camisa como também calção e meião. Então, hoje a gente tem o uniforme completo do Taiti aqui no museu", divertiu-se.

A coordenadora ainda diz que a camisa da seleção da Oceania é o "xodó" do museu.

"Essa é a mais querida. A do Messi está lá, guardadinha para ocasiões especiais. Mas quem mora no nosso coração é o Tehau", finalizou.

O Museu do Mineirão funciona entre terça e sexta, das 9h às 17h, e entre sábado e domingo, das 9h às 13h. Durante a Copa América, porém, a atração irá operar de maneira diferenciada em alguns dias, principalmente quando houver jogos, e os visitantes devem conferir as informações no site oficial.

As entradas custam R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia, e dão acesso tanto ao museu quanto ao tour pelo estádio.