A presença do pai de Neymar no vestiário da seleção brasileira, depois da lesão do camisa 10 no amistoso contra o Catar, não incomodou Tite. Muito pelo contrário: o técnico o parabenizou pela presença e disse que faria o mesmo se fossem outros jogadores.
“Eu, se fosse o pai do Neymar, faria igual. Eu dei um abraço e disse: ‘Tu tem que estar do lado do seu filho’. O parabenizei. Se eu estou lá em cima, varo para dar apoio. O parabenizei lá dentro do vestiário. Eu nem sabia, mas dei parabéns”, afirmou o treinador.
“É relação humana, de pai e filho. Não estou falando de outros problemas externos, não compete a mim julgar, e não vou julgar. Se fosse o Matheus (Bachi, auxiliar da seleção e filho de Tite), eu ia descer. Se fosse o pai de qualquer um, eu abria as duas portas”, seguiu.
Já sobre Neymar dentro de campo, Tite foi ainda mais elogioso. “Primeiro sentimento é de preocupação, do lado humano, ele estar bem de saúde. O segundo é lástima de não ter um jogador top 3 do mundo. Depois de Messi e Cristiano Ronaldo, se comparara só ao Hazard, com uma vantagem: executa mais rápido. É esse jogador que a gente perde. Disse isso a ele.”
Sobre a escolha do substituto de Neymar, com a convocação de Willian, Tite disse que não “rebateria” as críticas que sofreu, mas explicou parte do processo de decisão.
“Às vezes, as escolhas se estabelecem por alguns critérios, pode ser um, outro, não vou entrar em detalhes. O que procuro fazer? Procurei chamada de vídeo, para conversar com ele. Consigo olhar para a pessoa, a gente se expressa, sente. Quero ver o quanto ele está despojado. Edu (Gaspar) entrou em contato. ‘Willian como tu tá? As possibilidades foram de outros, teve um problema, e quero jogador de suas características’. Ele falou que já derrubou as malas todas para viajar. Vem de coração aberto. Assim é mais fácil”, explicou.
A seleção brasileira enfrenta Honduras neste domingo, às 16h (horário de Brasília), no mesmo Beira-Rio do treino deste sábado. Será o último amistoso antes da estreia na Copa América, na próxima sexta-feira, dia 14, contra a Bolívia, no Morumbi, em São Paulo.
