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Para atrair europeus, Fifa diz agora que novo Mundial de Clubes pode render mais de R$ 200 bilhões

O suíço Gianni Infantino, reeleito nesta quarta-feira como presidente da Fifa, garantiu que o novo Mundial de Clubes, a partir da reformulação que acontecerá em 2021, contribuirá para o futebol como um todo, e garantiu a presença dos clubes europeus.

"Não organizamos só por organizar a competição, mas porque precisa ser um impulso para o desenvolvimento dos clubes", disse o dirigente, em entrevista coletiva concedida durante a realização do 69º Congresso da Fifa, que acontece em Paris, na França.

O Mundial, a partir de 2021, terá 24 participantes, ao invés dos sete atuais, e acontecerá a cada quatro anos.

Infantino apontou que a expectativa é de receitas volumosas com a realização da competição e ainda lamentou as reservas que clubes, entidades e jornalistas apresentaram sobre o novo formato.

"Esperamos chegar aos 50 bilhões de euros (R$ 217,13 bilhões), não aos 25 bilhões (R$ 108,56 bilhões). Acho que, em qualquer negócio normal, se o presidente ou o executivo-chefe apresenta aos acionistas uma proposta para acordo que representa 25 bilhões, diriam: 'Vamos olhar para isso", disse.

Infantino, além disso, negou veementemente qualquer possibilidade de a Fifa "terceirizar" a organização do Mundial de Clubes, o que chegou a ser especulado recentemente.

"Nunca na minha vida, eu pensaria ou proporia que parte de uma competição pertença a outros", finalizou o suíço.