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Champions League: Klopp afasta fama de vice-campeão e levanta o maior troféu da carreira

Jürgen Klopp: o homem que teimava em bater na trave. Apesar de ter sido duas vezes campeão alemão e duas vezes campeão da Copa da Alemanha, o treinador ficou marcado por uma alcunha nada interessante: a de vice-campeão. Hoje, o treinador levanta o troféu mais importante da carreira, explode com a felicidade que lhe é comum e grita aos quatro ventos que também sabe vencer. E vence uma Champions League.

Só em finais, eram seis vices seguidos: dois na Copa da Alemanha (2014 e 2015), um na Copa da Liga Inglesa (2016), um na Liga Europa (2016) e dois na própria Champions (2013 e 2018). Ele ainda acumulava mais três vices em pontos corridos: dois na Bundesliga (2013 e 2014) e mais um na Premier League (2019).

Nove vezes em que o time de Klopp pareceu que venceria, mas não venceu. Os mais recentes consolidaram o rótulo de perdedor de finais. Ou o não-campeão.

Essas derrotas foram sofridas, muitas vezes injustas e até cruéis. Poucos torcedores do Borussia poderão esquecer o gol de Robben, nos acréscimos, que matou uma final de Champions. Nem os ingleses de Liverpool que choraram ao ver Salah fora da final e Karius falhando o que nunca havia falhado para entregar o título da mesma Liga dos Campeões.

E nesta mesma temporada, na Premier League, o time de Klopp chegou a abrir 10 pontos na liderança, mas viu o Manchester City alcançá-lo. Nem os históricos 97 pontos bastaram.

Mas neste sábado chegou o momento desta “maldição” acabar. Em Madri, no Wanda Metropolitano, a atmosfera ansiou por uma quebra de tabu. O Liverpool, que sofreu e ficou para trás por anos, voltou a vencer.

Klopp, que sempre fez bonito durante a temporada, conseguiu finalizar com chave de ouro e um troféu.

O primeiro dele na Inglaterra, o primeiro dele na Uefa Champions League.

Aquele que só via essa palavra antecipada pela palavra vice, conseguiu ser finalmente campeão.