Como de costume nas últimas temporadas, o Barcelona está no topo das notícias do mercado de transferências. E não por acaso. Além de Frenkie de Jong, o clube já se aproxima de fechar com Matthijs de Light e Antoine Griezmann. O pacote pode chegar ao nada discreto valor de 276 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão).
O gasto astronômico fez o jornal espanhol El Confidencial relembrar um depoimento do zagueiro Gerard Piqué, a Gazetta dello Sport, criticando o método de trabalho do principal rival, Real Madrid, há cinco anos.
"O Real Madrid não ganha títulos e gasta 160 milhões de euros em Illarramendi, Isco e Bale. O Barcelona luta com o que tem. Sabemos que somos diferentes porque podemos competir com eles sem precisar gastar esse dinheiro. Nós não temos a Bankia (banco espanhol)."
A declaração não faria sentido algum em 2019. Afinal, o modelo catalão de gestão mudou muito nesse período. Famosa por investir nas categorias de base e lapidar os melhores jogadores nelas, hoje a equipe é uma das que mais gastam no mundo.
Somando o investimento especulado para o futuro (citado anteriormente) com o gasto das duas últimas temporadas, o valor desembolsado pela equipe catalã é de aproximadamente 717 milhões de euros (R$ 3,2 bilhões). Nessa época, o Real Madrid conquistou mais títulos, e gastou (por enquanto) 'apenas' 28% desse número: 202 milhões de euros (R$ 911 milhões).
A equipe tem apenas cinco jogadores da base no plantel atual: Lionel Messi, Rafinha, Sergio Busquets, Sergi Roberto e Carles Aleñá.
Isso faz o El Confidencial concluir: "Esse esquema de 'caseiros' está em extinção no Barça".
