Na última terça-feira, o meio-campista Daniele De Rossi anunciou que, por decisão da diretoria, não terá o contrato renovado e deixará a Roma ao final desta temporada, após 18 anos de serviços prestados ao seu time de coração.
A reação dos torcedores, por sua vez, foi imediata.
Extremamente insatisfeitos com a postura da cúpula do clube, diversos fãs foram nesta quarta-feira ao CT de Trigoria, na periferia da capital italiana, e protestaram com cartazes.
O que mais chamou a atenção da imprensa italiana foi o que chamou a diretoria de azienda funebre ("funerária", em italiano).
Um outro cartaz ordenou aos cartolas do clube que assinassem um novo contrato com De Rossi, o que não deve acontecer.
Durante o protesto, o próprio atleta, que disse que não irá se aposentar e vai procurar um novo clube, foi até o portão do CT para conversar com os torcedores. No entanto, não foi revelado o teor do papo.
De Rossi, que ostentava a braçadeira de capital desde a aposentadoria de outro ídolo, Francesco Totti, em 2017, se despedirá da torcida em 26 de maio, em cofronto contra o Parma, na última rodada do Campeonato Italiano.
Nos últimos 18 anos, o volante disputou 615 partidas com a Roma e marcou 63 gols. Apenas Totti, que atuou 786 vezes e marcou 307 gols, o supera na classificação dos atletas que mais jogaram pelo clube italiano.
Com a equipe de coração, De Rossi conquistou duas vezes a Copa da Itália (2007 e 2008) e uma Supercopa da Itália (2007).
Além disso, De Rossi disputou 117 partidas com a seleção italiana, com a qual foi campeão do mundo em 2006 na Alemanha.
