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Guerrero revela que não aproveitou Copa do Mundo, agradece Inter e fala de oferta 'com muitas dúvidas' do Flamengo

Depois de meses de espera, Paolo Guerrero começou 2019 empolgando o torcedor do Internacional.

O atacante peruano tem quatro gols em sete partidas, e ele sabe da importância da chance que recebeu do clube gaúcho após o polêmico doping.

"Foi lindo, porque quando me chegou a proposta do Inter, havia outras propostas também", revelou Guerrero, em entrevista para o portal GloboEsporte.com.

"Os (outros) clubes duvidavam se eu continuaria jogando, se teria uma suspensão maior. Mas o Inter disse que ia esperar até o dia que eu pudesse jogar", explicou o atacante de 35 anos.

"Não tinha como dizer não (para o Inter). Inclusive, o Flamengo fez uma proposta, mas com muitas dúvidas. Então o Inter era: se você não puder jogar agora, a gente te aguarda até quando puder jogar, mas a gente te quer aqui. E me receberam com os braços abertos", seguiu.

Este não foi o único momento em que Guerrero falou sobre o clube carioca, que defendeu entre 2015 e 2018.

"O Flamengo até se importava, porque às vezes me chamava para saber como eu estava", comentou, ao relembrar o período de afastamento por doping.

"O Flamengo me blindou com apoio. Mas quem tinha que resolver isso era a Federação Peruana de Futebol, e nesse caso não me deram o apoio que eu precisei. Eles deveriam ter investigado e me ajudado mais."

Enquanto a polêmica do doping não era oficialmente resolvida, Guerrero teve a oportunidade de disputar a Copa do Mundo com a seleção do Peru. Chance que, para ele, não foi devidamente aproveitado.

"O sonho do meu país era classificar para a Copa. E eu tive esse castigo que foi muito injusto. Me tiraram da Copa, porque para mim, eu não joguei a Copa. Não joguei porque com dez dias de preparação eu estava treinando sozinho num parque", comentou.

"Como (aproveitar)? Antes de me incorporar à seleção ,eu treinei num parque sozinho. Num parque lá na Suíça. Fui na Fifa conversar com o presidente, ver meus advogados. Tinha reunião aqui, reunião lá", seguiu ele, que marcou um gol na Copa, mas não passou da fase de grupos.

"Eu estava punido injustamente. Primeiramente, me dão um castigo de um ano, daí me reduzem para seis meses. Quando achei que tinha passado tudo, comecei a jogar pelo Flamengo, tinha feito um gol contra a Chapecoense e me senti bem no campo. . No dia seguinte, segunda-feira, cai novamente uma suspensão de um ano e dois meses. O mundo acaba. Era inacreditável e foi muito difícil", completou Guerrero.