Tiago Volpi sabe que flertou com a possibilidade de deixar o Allianz Parque como vilão caso o São Paulo tivesse sido eliminado do Campeonato Paulista nos pênaltis para o Palmeiras, no domingo. Afinal, depois de defender a cobrança de Ricardo Goulart, ele resolveu cobrar o quinto penal. Se fizesse, o time se classificaria. Mas Fernando Prass defendeu. O goleiro tricolor se recuperou então ao pegar a cobrança seguinte, esta batida por Zé Rafael.
"Não fui feliz na cobrança, mas acho que as pessoas têm que entender, e principalmente saber que não fiz algo novo na minha carreira, já tinha outros três pênaltis como profissional, inclusive em decisão", disse Volpi sobre a decisão que terminou 5 a 4 para os tricolores, após empate sem gols, e com a vaga na final do Estadual.
Os três pênaltis que ele bateu antes de chegar ao São Paulo foram durante as quatro temporadas e meia em que defendeu o Querétaro, do México. E ele teve aproveitamento de 100% nos chutes.
Sempre pela Copa do México, ele cobrou contra o Toluca, em 2016, diante do Chivas, no mesmo ano, e frente ao León, em 2017. Converteu todas. Na última, bateu o pênalti que definiu a classificação do Querétaro.
"No México, ganhamos uma decisão onde eu bati. Hoje, eu quis assumir a responsabilidade, infelizmente não acertei, mas depois pude ajudar com duas defesas", disse o goleiro.
Quem acompanha os treinos do São Paulo também diz que o goleiro costuma treinar penalidades e fez isto antes de o time enfrentar o Ituano, em jogo decisivo pelas quartas de final do Estadual, e agora contra o Palmeiras.
Além disso, Volpi estuda muito os adversários e antes do duelo contra o Palmeiras chegou a revisar as estatísticas dos batedores alviverdes. Mesmo quando não defendeu ele saltou do lado certo da bola.
As defesas e a forma como ele saiu do clássico o ajudam a se firmar ainda mais como titular do São Paulo. Em alguns jogos desta temporada, especialmente no início dela, ele chegou a ser questionado e cometeu algumas falhas.
Muitos apontaram que o arqueiro tinha dificuldades de sair do gol, não reponha bem as bolas.
Agora ele ganha fôlego para se tornar o goleiro que o São Paulo tanto buscou após a aposentadoria de Rogério Ceni, em 2015. No entanto, terá de ter paciência. O clube tricolor ainda não discutiu se irá comprá-lo do Querétaro ao final do ano, quando o contrato de empréstimo chegará ao fim.
