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São Paulo joga contra vexame no Paulistão e sob ameaça de transformação do CT

Os jogadores do São Paulo entrarão em campo na noite desta quarta-feira cientes de que, mais do que brigar pela classificação para as quartas de final do Paulistão, é preciso mostrar reação, comprometimento, mudança.

Dois dias antes da partida contra o São Caetano, o técnico Vagner Mancini se reuniu durante quase uma hora com o elenco para cobrar a justamente a questão comportamental. Assuntos táticos e técnicos não foram abordados.

No mesmo dia, mas durante a noite, foi a vez dos diretores serem cobrados. Casos de Raí, executivo de futebol, Alexandre Pássaro, gerente do departamento, e Diego Lugano, que tem o cargo de superintendente de futebol e não está ligado diretamente ao futebol, embora tenha dado apoio e ajudado quando necessário.

Há um entendimento de que tem faltado "algo a mais" e que alguns jogadores não sentem mais as derrotas.

Este entendimento é até mais forte dentro do Morumbi. Tanto de diretores aliados do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, quanto de opositores. Eles cobram do mandatário uma reestruturação do centro de treinamento, com trocas e demissões de diretores, membros da comissão técnica e funcionários.

Neste caso, é mais do que uma discussão financeira --até porque a pauta para redução de custos do departamento do futebol, hoje na casa de R$ 12 milhões mensais, continua firme e forte. Chamam de "troca de mentalidade".

Por enquanto, o presidente tem contido os grupos que desejam essa transformação, mas seus aliados asseguram que uma queda na primeira fase do Campeonato Paulista deve sim provocar mudanças estruturais.

O elenco do São Paulo não chegou a ser informado de tudo isso. A cobrança ficou restrita ao que a comissão técnica tem visto até aqui e a campanha sofrível: com quatro vitórias, dois empates e cinco derrotas.

É o único dos grandes que não venceu nenhum clássico. Perdeu todos.

A classificação para o mata-mata do Paulistão chegou até estar mais ameaçada. Hoje pode ser obtida com um empate diante do São Caetano. Desde é claro que o Oeste não vença o Mirassol por quatro ou mais gols, em Barueri.

Aí a equipe rubro-negra, que tem 12 pontos, passaria o São Paulo em pontos e em saldo de gols.

O time tricolor é o segundo colocado do Grupo D, com 14 pontos. Um triunfo certamente trará paz até o início do mata-mata --com partida prevista para o próximo domingo--, já a derrota pode significar dias mais tensos e complicados.