<
>

São Paulo estuda como viabilizar vinda de Pato, que aceita receber menos, sem comprometer pedidos de Cuca

play
Mancini trata vaias com naturalidade, cobra 'reinício' rápido e diz: 'A confiança acaba sumindo' (3:37)

O treinador do São Paulo elogiou o primeiro tempo da equipe e falou que a saída de Hernanes piorou o time. (3:37)

O que chegou a ser tratado como algo inviável há dois dias pelo São Paulo agora já é visto de forma mais otimista. A vinda de Pato para o Morumbi esquentou nesta segunda-feira após a diretoria ser informada que o atacante aceita receber um salário mais baixo e próximo da realidade financeira da agremiação. A questão é como viabilizar a negociação.

A informação do GloboEsporte desta segunda-feira é que uma das possibilidades é buscar uma alternativa com um plano de marketing. A ESPN apurou que há outras ideias, inclusive para não sacrificar recursos para atender aos pedidos de Cuca.

O treinador, que iniciará o trabalho à frente do time em abril, tem participado de conversas com a diretoria e já traçou quais são suas prioridades no elenco: um lateral direito, um volante dinâmico e um atacante pelos lados. Quer um time rápido e leve.

Pato não está dentro do que Cuca planejou, mas o treinador não se opõe a vinda dele. Apenas não quer que sejam feitos sacríficios por conta de uma contratação de impacto, como a do atacante.

Quem tem um olhar muito positivo sobre o que a volta de Pato pode representar é a diretoria, especialmente o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Ele era vice-presidente do clube e depois mandatário interino quando o camsia 9 defendeu o São Paulo, entre 2014 e 2015. Teve um bom relacionamento com o jogador e gosta do perfil dele.

O fato de Pato aceitar receber um salário mais baixo ajuda. O jogador rescindiu o contrato com o Tianjin Tianhai, da China, na última semana e sua vinda não envolverá gastos com transferência. Além disso, ele avisou que a prioridade é defender o clube.

Isto é importante porque outros clubes têm interesse, como o Santos.

Por que a negociação é tão complexa?

O São Paulo tem como pauta prioritária uma redução de gastos no departamento de futebol, algo que inclusive levou ao empréstimo de Diego Souza sem custos ao Botafogo, que assumiu o salário mensal do jogador até o final do acordo (em dezembro).

O clube fechou os dois primeiros meses do ano com gastos de R$ 12 milhões por mês na folha salarial do departamento de futebol. A eliminação na fase preliminar da Copa Libertadores fez com que o clube deixasse de arrecadar até R$ 30 milhões.