Qual a zaga menos vazada atualmente no Brasil? Kannemann e Geromel, do Grêmio, Gustavo Gomez e Luan, do Palmeiras ou Léo e Dedé, no Cruzeiro?
Nada disso.
Com uma dupla que soma 75 anos de idade, o Brasiliense é o dono deste posto.
Ao lado do Atlético-AC é o único clube que não levou gols na temporada. Só que o time do Distrito Federal fez sete jogos (cinco vitórias e dois empates) em 2019, contra cinco do clube do Acre.
E quem comanda defesa do Brasiliense são dois velhos conhecidos: Lúcio (pentacampeão com a seleção brasileira em 2002), 40 anos, e Antônio Carlos (ex-São Paulo, Botafogo e Fluminense), 35. Além dos medalhões, Badhuga, 30 anos, também é bastante utilizado pelo treinador Adelson de Almeida.
“No começo criou um pouco de desconfiança nas pessoas por terem vários atletas por mais de 30 anos. Mas temos uma mescla muito boa com a juventude e está encaixado legal o time”, contou Antônio Carlos, ao ESPN.com.br.
“O Lúcio é um cara que dispensa comentário na carreira e pelo que faz nos treinos. Está melhor que muito garoto fisicamente. Ele se cuida muito e é uma honra jogar ao lado dele. Ele é mais fechado e calado, Eu procuro sempre conversar com ele dentro de campo para fazermos uma boa parceria”.
Na dupla, os defensores tem papéis bem claros, como em um filme policial: Lúcio é o "tira malvado", enquanto Antônio Carlos é o mais "bonzinho".
“Ele é o mais sério e eu sou o mais tranquilo. Deixa o papel mais malvado com ele porque já está aí há muito tempo batendo nos outros, deixa com ele (risos)”, garantiu.
Mesmo com destaque da defesa, Antônio faz questão de dividir os méritos com os restante dos jogadores do elenco.
“O grupo todo faz um bom trabalho, temos volantes que nos ajudam a marcar e a sair jogando e pessoal da frente também. Um ajuda ao outro. Quando você não toma gol dá mais tranquilidade para a equipe atacar. Estou muito feliz”.
Apesar de veterano, o defensor garante que a exigência é a mesma dos tempos de time grande.
“A cobrança que temos entre nós é muito importante. Eu quero fazer bons jogos e preciso estar bem preparado. Tem dias que chego todo ralado em casa (risos)”.
Conhecido como "zagueiro-artilheiro" pelos clubes que passou, Antônio espera voltar a balançar as redes.
“Eu estou em um jejum que me incomoda. Acho que o último gol que fiz com a camisa do São Paulo”.
Ainda sem planos de aposentadoria, Antônio Carlos espera mostrar um bom trabalho na equipe do Distrito Federal para dar continuidade na carreira.
“Estamos quebramos o recorde sem levar gols do Campeonato Candango e queremos conquistar título. Depois, vou ver o que acontece”.
O próximo desafio do Brasiliense será contra o Formosa no Serejão, pela sétima rodada do Campeonato Candango, sábado (09/03), às 15h30 (de Brasília).
