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Ele fez gol antológico contra o Atlético-MG de Taffarel; hoje reencontra o clube como técnico

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Fábio Santos avalia pré-Libertadores como 'boa e ruim' e diz que Atlético é forte: 'Temos chance de chegar longe' (1:13)

O clube mineiro recebe o Defensor nesta quarta-feira, no Independência e tem a vantagem de 2 a 0 no placar (1:13)

O Atlético-MG encara nesta quarta-feira (27) o Defensor do Uruguai, pela segunda fase da Copa Libertadores. O time mineiro tem a vantagem de 2 a 0 por ter vencido na casa do adversário na última semana. O placar deixa a equipe em uma situação confortável: qualquer empate ou vitória simples garante a entrada do clube na fase de grupos da competição.

A equipe alvinegra e os 'violetas' se enfrentaram apenas uma vez na história antes desta temporada, em um amistoso no antigo Mineirão que ficou marcado por um golaço de ninguém menos que o atual treinador da equipe uruguaia, Jorge da Silva. O goleiro do Atlético era 'apenas' Taffarel.

Em 1997, o time mineiro venceu o Defensor por 2 a 1, com gols de Valdeir e Evair, que estreava com a camisa alvinegra. Pelo lado dos violetas, Jorge marcou um gol antológico.

Tudo começou após uma falta no campo de defesa dos uruguaios, que resultou na expulsão de Marcos Adriano, do Atlético. Jorge, camisa 10 e capitão da equipe, aproveitou a distração dos jogadores e a posição muito adiantada de Taffarel - uma vez que a cobrança seria de antes do meio de campo -, e chutou.

''Sempre joguei adiantado, mas daquela maneira não, nunca joguei tão fora da posição. Eu acho que deu uma confusão no campo, eu fui lá me aproximar e estava voltando e o cara simplesmente chutou. Eu tentei mas não consegui pegar'', contou Taffarel à ESPN.

A bola percorreu 60 metros do campo e encobriu o goleiro campeão mundial pelo Brasil. Um gol que ficou esquecido por quase 22 anos.

Na época, Jorge da Silva era um veterano, tinha 36 anos e estava no final da carreira.

''Desse jeito nunca tomei outro não, esse aí foi até meio cômico... O normal é o cara esperar todo mundo se posicionar, mas ele foi esperto, usou da experiência e da catimba. Mas no final a gente ganhou, isso que importa'', completou o ex-goleiro.

Outra coincidência: o jogador havia passado pela base do Danubio, time que o Atlético eliminou na primeira fase da Libertadores.

Nesta quarta, o ex-jogador e agora treinador, reencontra a cidade de Belo Horizonte. O palco será diferente, desta vez o encontro é na Arena Independência, às 21h30.