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Jogadores do Fluminense não treinam em protesto por salários atrasados

Os jogadores do Fluminense não treinaram nesta terça-feira em um protesto contra salários atrasados. O diretor executivo de futebol, Paulo Angioni, admitiu as pendências.

“Tivemos uma situação desagradável e não houve treinamento por insatisfação dos jogadores por algumas situações que não foram cumpridas. A gente compreende, entende e foi por isso não houve a realização do treino”, disse o dirigente, que detalhou quais são os débitos.

“O Fluminense tem uma pendência com 13º (de 2018), salário de janeiro e duas premiações. A mais recente é a Copa do Brasil. Além de algumas imagens”, complementou.

O treinamento desta terça-feira, que entra para a história do Fluminense de forma negativa, seria o primeiro depois do vice-campeonato da Taça Guanabara para o Vasco. A segunda foi de folga.

A decisão foi tomada em uma conversa nos vestiários, com a presença do técnico Fernando Diniz, antes da ida ao campo. “É a posição do grupo. Não é de uma pessoa, uma liderança ou duas. Eles fizeram o que é feito normalmente antes do treinamento. O que não aconteceu foi a ida ao campo. Apenas me comunicaram. Acompanho o dia a dia e sei das pendências.”

Segundo Angioni, porém, as atividades serão retomadas normalmente na quarta. A diretoria, por outro, ainda não tem solução para quitar as pendências com o grupo.

“Ainda não temos essa solução e estamos buscando. A ação dos jogadores foi apenas hoje, não quer dizer que não vão treinar mais. Amanhã, estão aqui normalmente. A gente fica triste, mas compreende em função do que temos de pendência com eles. Não fizemos promessa. Se não temos certeza que podemos realizar, não podemos fazer. Eu não fiz, pelo menos.”