Kalil, ex-presidente do Atlético-MG, defende: 'Pobre assiste na televisão, e rico vai no estádio'

Ex-presidente do Atlético-MG e atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil voltou a defender que assistir a uma partida de futebol no estádio deve ser uma coisa para ricos. Ao pobre, caberia a televisão. Segundo ele, trata-se de uma “cópia do que deu certo no mundo”.

“No mundo é assim. É só copiar. Pobre assiste na televisão, e rico vai no estádio. Isso é discriminação? Não, não é, não é discriminação”, afirmou, em entrevista ao “UOL”.

“Fui ver futebol american, em um estádio que não era coberto. Se estivesse chovendo, estava molhado. Estava 1 grau. Paguei 500 dólares (R$ 1,8 mil na cotação atual). Mas ligo e assisto na TV se eu quiser. O basquete, NBA, 300 dólares o ingresso (R$ 1,1 mil). Na Alemanha, a Bundesliga, era, não sei agora, quase 75 a 80 euros. Fora cerveja, Coca, salsicha, o que eles comem lá”, exemplificou.

Kalil reforçou, contudo, que não é favorável a essa visão, embora a defenda. Ele afirma, inclusive, que, quando foi presidente do Atlético-MG, não praticou a política de ingressos caros. “Estou copiando. Não sou a favor. Não é opinião minha, é copiar o que deu certo no mundo.”

Agora político, Kalil também falou que uma das soluções para manter ingressos com preços mais populares seria o auxílio do poder público, subsidiando as entradas.

“Temos que subsidiar o ingresso, isentar os clubes e vamos ver. Quem cuida da área social da prefeitura é o prefeito. Não posso chegar no cara que vende pastel e obrigar o cara a vender pastel a 60 centavos para pobre. O pastel é dele, não é meu. Quem acha que futebol é bem cultural vá no governo com uma proposta, para subsidiar. Não tenho nada contra. É que futebol não tem dono.”