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São Paulo fora da Libertadores: Reforços que não resolvem, Leco, Raí e André Jardine; os 7 pecados

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Arnaldo vê São Paulo 'jogando como bando' e enumera equívocos da diretoria: '3 meses de completo despreparo' (2:46)

Aguirre, que levou ao time à liderança do Brasileirão, foi demitido para a chegada de André Jardine (2:46)

A eliminação do São Paulo na Libertadores teve diversos culpados.

Entre eles, aparecem o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, o executivo de futebol Raí, o técnico André Jardine e vários jogadores que renderam muito abaixo do esperado - especialmente nas duas partidas decisivas contra o Talleres.

No entanto, o vexame vivenciado por quase 45 mil torcedores na última quarta-feira, no Morumbi, começou a ser "construído" ainda no ano passado, na reta final do Campeonato Brasileiro de 2018.

Veja abaixo os 7 pecados tricolores:

1. FIM DO BRASILEIRÃO 2018

Após ser campeão do primeiro turno do Brasileiro, o São Paulo, então comandado por Diego Aguirre, teve uma queda vertiginosa de rendimento na segunda parte do torneio e começou a despencar na tabela, sendo ultrapassado por vários rivais. Ainda havia, porém, a esperança de terminar no G-4, o que garantiria uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores 2019. Mas...

2. TROCA DE COMANDO

Em uma tentativa de renovar o ânimo do time e tentar se segurar no G-4, a diretoria encabeçada por Leco e Raí optou por demitir Diego Aguirre e apostou em André Jardine, então sensação da equipe sub-20, para comandar o clube nas últimas rodadas do Brasileiro. Só que tudo deu errado, o desempenho continuou péssimo e o São Paulo só conseguiu o 5º lugar, o que o colocou na fase preliminar.

3. ELENCO DESEQUILIBRADO

Na virada do ano, o clube do Morumbi contratou de baciada: trouxe o goleiro Tiago Volpi, os laterais Igor Vinícius e Léo Pelé, o volante Willian Farias, o meia Hernanes e os atacantes Biro-Biro e Pablo. No entanto, acabou não fazendo contratações de peso para os verdadeiros setores mais carentes do elenco, o que acabou por deixar o plantel desequilibrado para a nova temporada.

4. DESASTRE NA FLORIDA CUP

Enquanto devia estar se preparando para os jogos contra o Talleres, o São Paulo acabou indo disputar a Florida Cup, torneio amistoso nos Estados Unidos. Além do cansaço da viagem e do tempo de treinamento perdido, a equipe perdeu suas duas partidas, para Ajax-HOL e Eintracht Frankfurt-ALE, e viu a pressão sobre André Jardine, que já era grande, ficar ainda maior...

5. REFORÇOS QUE NÃO RESOLVEM

Na teoria, os reforços trazidos para resolver em 2019 não corresponderam até o momento. O goleiro Tiago Volpi, por exemplo, chegou para acabar com o "pesadelo Sidão", mas até o momento não teve uma atuação digna de nota. Já Pablo, que custou incríveis 6 milhões de euros (R$ 25,5 milhões) fez meros dois gols até agora. Isso sem falar em Igor Vinícius, Léo Pelé, Willian Farias...

6. HERNANES SEM RITMO

Com a necessidade de ter seu maior craque contra o Talleres, o São Paulo acabou apressando a volta de Hernanes, que vinha do futebol chinês e não estava no nível requerido para o Brasil. Contudo, o tiro saiu pela culatra, já que o craque mostrou-se totalmente fora de ritmo. Sua atuação no 0 a 0 no Morumbi foi desastrosa, com muitos passes errados, chutes tortos e até tropeço na bola.

7. INSISTÊNCIA EM JOGADORES EM BAIXA

A paciência da torcida tricolor com André Jardine, que já não era grande desde a Florida Cup, só piorou depois que o treinador passou a insistir em jogadores já sem qualquer moral com a torcida. Os casos principais foram o lateral direito Bruno Peres e o volante Jucilei, que estão muito mal na temporada. Ambos, inclusive, foram alvo dos protestos dos torcedores após a queda na Libertadores.