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Claudinho foi de promessa do Corinthians a carrasco do time de Carille na Arena; hoje, reencontra ex-clube

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Vitória do Santo André sobre o Corinthians, em 2017, teve gol de Claudinho (0:28)

A equipe do ABC fez 2 a 0 no clube alvinegro na Arena de Itaquera pelo Paulista (0:28)

Ao entrar na Arena Corinthians com a camisa do Red Bull Brasil-SP, nesta quarta-feira, pelo Campeonato Paulista, Claudinho terá ótimas recordações. Há dois anos, o atacante foi destaque e marcou um gol na vitória do Santo André por 2 a 0 na casa corintiana. Ele estava cedido pelo clube de Parque São Jorge ao time do ABC e conseguiu projetar seu nome.

"Um filme vai passar na minha cabeça, sem dúvidas. Foi o jogo mais marcante da minha vida. Fiquei conhecido depois daquela partida e foi meu primeiro gol como profissional", disse, ao ESPN.com.br.

Apesar de ser prática comum os clubes não deixarem um jogador emprestado enfrentá-los, o atacante conseguiu estar em campo.

"Como não seria usado, eu fui emprestado e colocamos no contrato que eu poderia enfrentar o Corinthians. Todo jogo a gente precisa entrar motivado para não deixarmos cair a nossa moral, mas nessa partida eu queria muito provar o meu valor", relatou.

A equipe do ABC conseguiu segurar o ímpeto ofensivo do time alvinegro, com o goleiro Zé Carlos pegando um pênalti do atacante Jô. Além de Claudinho, Edmílson, ex-atacante do Palmeiras, balançou as rede de Cássio.

"Foi um jogo bem difícil, mas conseguimos segurar o time deles e sair vencedores", recordou.

Claudinho ajudou o Santo André a escapar do rebaixamento para a Série A2 do Campeonato Paulista na última rodada e a chegar ao vice-campeonato do Troféu do Interior. Já a equipe alvinegra foi campeã do Estadual.

Ao retornar ao Corinthians, que seria meses depois vencedora do Brasileiro, ele esperava ser aproveitado por Fábio Carille na equipe principal, mas isso não aconteceu. O atacante foi envolvido na troca com Clayson, da Ponte Preta, e foi jogar no Moisés Lucarelli.

Trocou o Santos pelo Corinthians

Claudinho começou bem cedo no futsal do Santos e era apontado como uma das maiores promessas da equipe alvinegra, a ponto de ser acompanhado de perto por um craque.

"O Neymar é um pouco mais velho do que eu e ia sempre com o Alan Patrick ver os nosso jogos e me conhecia dessa época. É um cara muito humilde e bacana e dava muita moral para gente. Quando subia para treinar entre os profissionais cheguei a encontrá-lo algumas vezes", elogiou.

O atacante permaneceu na Vila Belmiro até 2015, quando resolveu mudar de ares.

"Nessa época houve uma mudança de diretoria no clube. Um diretor não deu muito valor para mim e não respeitou minha história na base do Santos. Nas negociações pela renovação do contrato ele nem ia. Nisso, o meu contrato estava no fim e meu empresário me apresentou propostas do Internacional, Atlético-MG e Sporting, de Portugal", contou.

"Fui para o Corinthians porque gostei muito do projeto de carreira que apresentaram para mim. Queria me destacar em um clube grande do Brasil antes de pensar em ir para a Europa", relatou.

Em pouco tempo na base do clube de Parque São Jorge, Claudinho foi efetivado por Tite ao elenco principal. Chegou a ser relacionado e ficar no banco de alguns jogos na conquista do Brasileiro de 2015.

"Foi uma experiência fantástica estar ao lado de um elenco tão qualificado e me considero campeão também, apesar de não ter jogado naquele ano", garantiu.

Em 2016, o atacante participou do vice-campeonato da Copa São Paulo de futebol júnior, quando o Corinthians foi derrotado nos pênaltis para o Flamengo. Pouco depois, fez sua única partida pelos profissionais, na goleada contra o Linense por 4 a 0. Ele entrou aos 40 minutos do segundo tempo na vaga de André.

Após o fim do Estadual, Claudinho foi emprestado ao Bragantino junto com vários colegas de equipe para jogar a Série B do Brasileiro. Ao retornar ao Parque São Jorge, ele iria disputar a Copa São Paulo de 2017, mas acabou emprestado antes do Santo André, pelo qual fez 17 jogos e quatro gols.

"Foi uma passagem muito importante na minha carreira em termos individuais. Fiz boas partidas e sou muito grato", relatou.

No começo do Nacional, foi para a Ponte Preta. Em 2018, jogou o Paulista pelo Red Bull e depois a Série B pelo Oeste. Neste ano foi cedido novamente para o "Toro Loko" até o final do Estadual.

Depois, seu futuro é incerto. Apesar de ainda ter contrato com a Ponte Preta, ele pode não voltar ao Moisés Lucarelli. Se destacar contra sua ex-equipe pode ajudar no objetivo de jogar a Série A do Brasileiro por alguma equipe.

Para isso, uma boa partida contra o Corinthians na Arena será fundamental.

"Eu não tenho mágoas do Corinthians, pelo contrário. A única coisa que faltou para mim foi ter mais oportunidades. Eu não sei o que aconteceu, não sei o que os treinadores pensavam. Talvez não fosse a hora certa, mas quem sabe um dia eu não volto?", finalizou.