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Em seis anos, crias de Cotia não deram títulos ao São Paulo, mas renderam R$ 431 milhões

A eminente saída do lateral direito Tuta, 19, para o Eintracht Frankfurt, da Alemanha, por um valor próximo a R$ 7,2 milhões é apenas mais um capítulo da longa lista de transferências que a base do São Paulo protagonizou nos últimos seis anos.

Com a saída do garoto, que sagrou-se campeão da Copa São Paulo de futebol júnior na última sexta-feira, o time tricolor chegará a R$ 431 milhões de receita bruta com a venda de meninos de Cotia nos últimos seis anos.

Vale lembrar que desde 2012 a equipe não conquista um título profissional. Naquele ano faturou a Copa Sul-Americana.

De acordo com os balanços do São Paulo de 2013 até 2017, somando vendas e o mecanismo de solidariedade da Fifa, o clube recebeu exatos R$ 357,1 milhões bruto com jogadores revelados em Cotia.

Há casos em que a receita foi gerada mesmo sem o jogador estar presente. O volante Denilson é um exemplo. Ele gerou uma receita de R$ 2,7 milhões brutos em 2013 como parte de um pagamento pendente pelo Arsenal. Depois, ele retornou ao São Paulo em 2014 e acabou vendido no ano seguinte para o Al-Wahda, dos Emirados Árabes. Dessa vez por cifras maiores: R$ 10,5 milhões.

Outro exemplo: o clube acabou recebendo em 2015 R$ 1,16 milhões da Lazio pelo volante Hernanes. Vale lembrar que ele já estava na equipe romana e naquele ano foi negociado com a Inter de Milão.

Após 2017 os valores foram levantados pela reportagem tiveram como base o site TransferMarkt, especializado em transferências, porque o balanço referente ao exercício de 2018 não foi publicado . Os valores de venda do ano passado e já considerando as negociações de 2019, inclusive com a eminente saída de Tuta para o Eintracht Frankfurt, correspondem a R$ 73,9 milhões.

De 2012 para cá, anos em que a base acumulou título e o time profissional não, a maior venda foi do meia-atacante Lucas para o Paris Saint-Germain por R$ 115,3 milhões, no início de 2013.

As outras vendas recordes no período são de Éder Militão para o Porto por R$ 40 milhões, David Neres para o Ajax por R$ 39,6 milhões; Luiz Araújo para o Lille por R$ 36,4 milhões; e Boschilia para o Monaco por R$ 34,6 milhões.

Mesmo em empréstimo o São Paulo soube ganhar dinheiro. Um exemplo recente: a saída de Lucas Perri para o Crystal Palace, da Inglaterra. Rendeu aos cofres tricolores pouco mais de R$ 200 mil brutos, segundo o site TransferMarkt.