Cruzeiro e Atlético-MG fazem o primeiro clássico do ano em Minas Gerais neste domingo, às 11h, no Mineirão. E desde o retorno de Levir Culpi ao time alvinegro, este também será seu primeiro encontro com Mano Menezes – um confronto de estilos no banco de reservas.
O comandante da equipe visitante é conhecido pelo jeito alegre e brincalhão nas entrevistas coletivas, às vezes até exagerando no bom-humor.
O treinador dos celestes, por outro lado, tem um humor mais voltado para a ironia. Suas declarações nem sempre repercutem positivamente e costumam vir com algumas indiretas.
Compare os estilos dos treinadores!
Qualidade maldita x Consciência no travesseiro
Levir Culpi, tentando explicar seu jeito para a imprensa, soltou a seguinte pérola. “Por vezes, não me conformo com algumas perguntas e falo algumas bobagens. Espero que me entendam. Sou sincero, uma qualidade maldita”
Mano Menezes, após ser eliminado com polêmica de arbitragem no Paulista, insinuou: “Cada um sabe qual consciência põe no travesseiro”. Meses depois, ao ver seus rivais estaduais reclamarem, disparou: “É bom ver os outros chorarem um pouquinho também. Já choramos bastante este ano.”
Einstein x minimamente inteligentes
“Einstein tentou explicar a existência do universo através de teorias e não conseguiu. Estou há 40 anos no futebol e tento explicar algumas coisas e não consigo. Não que eu queira me comparar com Einstein. Sou mais inteligente do que ele”, já declarou Levir.
Mano, por outro lado, falou da inteligência para desmentir uma intepretação de sua declaração sobre a torcida celeste. “No jogo passado, não falei do número de torcedores que estavam no Mineirão. Para os inteligentes, minimamente inteligentes, e que tem um pouco de caráter, sabe que estávamos falando de outra coisa e não de número de torcedores.
Grosso x Futebol bonito
"Gostaria de fazer um elogio a um jogador nosso: Leandro Donizete. Não gosto do estilo dele de jogar. Acho ele meio grosso. Mas ele é um cara eficiente”. É assim que Levir elogia um jogador pouco técnico.
Já quando criticam o futebol defensivo de Mano, ele responde. “Às vezes, quando a gente não consegue solucionar os problemas dentro de casa, a gente começa a atirar na casa dos outros. Cada um escolhe o jeito que quer jogar.”, falou sobre Renato Gaúcho.
Folgas x Cuidar da casa
Levir gosta de falar de folgas. "Tem muita coisa boa. Sexo, por exemplo. A gente quase não tem mais chance, imagina uma chance dessa, com dois dias de folga", já brincou.
Mano, quando vence o rival e está feliz, também sorri. “Estou de bom humor para caramba. Posso ficar até as duas da manhã respondendo aqui”. Na mesma entrevista, porém, ele ironiza o triunfo “por um time que joga atrás, né?”. E perguntado sobre retranqueiros, ainda cita o 7 a 1. “(Felipão) Tentou fazer algo que talvez não desse para fazer. Aí você sabe como terminou, né?”
Dançar com a irmã x Crise
"Ficamos naquela de dançar com a irmã, no 0 a 0, ficou meio sem graça”, diz Levir Culpi depois de um resultado decepcionante.
Já Mano, após ser eliminado na Copa do Brasil e triunfar no Brasileiro, comemorou atirando. “Pulamos de sexto para terceiro. É porque estamos em crise, né?! Imagina se estivéssemos bem...”
Dinheiro x 1º de abril
Levir sabe o que quer e é sincero ao responder sobre o que lhe fez aceitar o desafio de treinar o Fluminense: “Dinheiro!”
Mano gosta de títulos. E ao reverter o resultado construído pelo Atlético-MG no jogo de ida do Mineiro em 2018, cutucou. “Venceu o melhor. O resto foi em 1º de abril, e 1º de abril todo mundo sabe o que é”.
