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Jackson Martínez já custou R$ 183 milhões; hoje, sofre com dores e não consegue nem dormir

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Jackson Martínez é um bom exemplo de que o mundo dá voltas. Pouco mais de três anos atrás, ele, que acumulava uma média impressionante de gols no Porto, assinava com o Atlético de Madrid, onde chegou para ser o substituto de Falcao García. Hoje em dia, está no desconhecido Portimonense, de Portugal e mal consegue entrar em campo por causa das suas dores.

Atualmente com 32 anos, Martínez foi formado nas categorias de base do Independiente Medellín, clube em que permaneceu por seis temporadas, antes de ser negociado com o Jaguares, do México. Por lá, foi artilheiro de sua equipe por duas temporadas e chamou atenção dos olheiros do Porto, qu investiu 8 milhões de euros em sua contratação.

E rapidamente ele justificou a grande quantidade de dinheiro gasta em seu futebol. Em três temporadas, marcou 92 gols em 136 jogos e ajudou o clube a conquistar três títulos, entre eles uma edição do Campeonato Português. Além disso, fez parte do grupo da seleção da Colômbia na Copa do Mundo de 2014, além das Copas Américas de 2011 e 2015.

Isso foi o suficiente para o Atlético de Madrid gastar 31 milhões de euros em sua contratação. Foi aí que tudo mudou para o jogador colombiano. Na Espanha, ele simplesmente não conseguiu render e depois de pouco mais de seis meses e apenas três gols, foi novamente negociado, indo jogar no Guangzhou Evergrande, time na época treinado por Luiz Felipe Scolari.

Apesar de sua passagem pelo Atlético não ter sido boa, ele foi para a China por ainda mais dinheiro do que chegou à Espanha: 42 milhões de euros, aproximadamente R$ 183 milhões, se tornando no jogador mais caro até então contratado pelos clubes chineses.

Lá ele ficou dois anos e, mais uma vez, não foi nada bem, com só quatro gols. E algo ainda mais estranho: atuou apenas 16 vezes. Foi aí que começaram a suspeitar do porque ele simplesmente não conseguia atuar. E foi descoberta uma lesão crônica no seu tornozelo, algo que por pouco não encerrou a carreira do atleta e que o causa transtornos diários.

"Um calvário que ameaçou levar o meu sonho. É uma luta diária. Cada treino, cada momento em que me deito na cama para dormir. Quase todas as noites, por volta das três ou quatro da manhã, como se fosse um relógio, o meu sono é interrompido devido a algum incômodo no pé. Depois de alguns minutos passa e volto a dormir. Para treinar, também não é fácil, não posso treinar por dois ou três dias seguidos. Queria muito trabalhar normalmente todos os dias, mas os médicos e o fisioterapeuta me esclareceram que isso era impossível e sigo um programa específico", detalhou ele, ao jornal Record, de Portugal, onde atualmente está emprestado ao Portimonense, clube em que, segundo ele mesmo, foi o único que aceitou contratá-lo nessas condições.

"Nos jogos, tenho uma enorme vontade de ajudar, mas às vezes penso que não aguento mais e que devo levantar a mão e pedir a substituição. Quando isso acontece, cerro os dentes e não desisto. A vontade sempre supera a dor. Quando as sensações não eram muito boas, lá vinha a dúvida: parar ou persistir. Para mim, a maior dor seria não voltar a jogar. Ter de encerrar a carreira sem voltar a viver o ambiente da competição, sem voltar a festejar gols e vitórias seria um sofrimento enorme. Junto com o que tenho passado ao longo destes anos. É por esse motivo que recusei desistir. Decidi lutar contra a dor e acreditar que ainda posso ser útil e que ainda posso fazer o que mais gosto", finalizou ele.

A situação de Jackson Martínez é tão triste que até mesmo Faustino Asprilla, ídolo do futebol colombiano, já comentou sobre isso, deixando claro que considera praticamente inviável o atacante voltar ao nível de outrora. "Lamentavelmente, ninguém voltará a ver o Jackson que brilhou no Porto. Essa lesão crônica que ele tem nos tornozelos faz com que seja quase impossível estar bem e ser o mesmo jogador que foi em Portugal".

"Ele vem arrastando esse problema crônico, que mais ou menos o que acontecem com Van Basten, que teve que se retirar muito jovem porque não suportava a dor. Além disso, há outro problema. Enquanto a dor não desaparece, ela vai crescendo", lamentou Asprilla, ao jornal Marca, comparando o caso de seu compatriota com o do holandês, considerado um dos maiores atacantes da história do futebol.