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'A brincadeira saudável entre torcidas não pode ser considerada racismo', diz ministro italiano sobre episódio com Koulibaly

A polêmica envolvendo os cantos racistas proferidos pela torcida da Inter de Milão contra o zagueiro Koulibaly, do Napoli, continuam repercutindo na Itália. Dessa vez, Matteo Salvini, ministro do Interior e vice-premier da Itália, foi quem deu sua opinião sobre o caso. E deu grandes mostras que não tem a menor condição de exercer o cargo que exerce.

"Nos estádios também cantam 'Milão em chamas'. Isso seria racismo? Não coloquemos tudo no mesmo saco. Bonucci [zagueiro da Juventus] foi vaiado pelos torcedores do Milan, isso também é racismo? A brincadeira saudável entre torcidas não pode ser considerada racismo", declarou ele a um programa do canal "Mediaset".

Apesar do ministro ter minimizado o que aconteceu, a Inter de Milão está sofrendo sérias punições por causa do que seus torcedores fizeram no último dia 26 e não poderá contar com o apoio de seus fãs em dois jogos. Para Salvini, isso está longe de ser correto. "Fechar os estádios condena os verdadeiros torcedores, que devem ser distinguidos dos delinquentes", afirmou.

Por último, Matteo Salvini propôs uma solução, dizendo que jogos de risco não devem mais ser disputados em horários noturnos. "Certas partidas não podem mais ser disputadas à noite. As de maior risco devem ser jogadas à luz do sol e com helicópteros para controlar os delinquentes", reforçou ele.

Apesar do discurso polêmico, essa não é a primeira vez que Salvini, declaradamente torcedor do Milan, se envolve em problemas com os fãs do Napoli. Em 2009, ele disse que os napolitanos "fediam".