O representante da Blackstar, Rubnei Quícoli, rebateu o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte. O executivo refuta as acusações de que os documentos expostos pela empresa, atestando existência de fundos para patrocinar o Palmeiras, são falsos. Galiotte deu por encerradas as negociações com a empresa.
Em contato com o ESPN.com.br, Rubnei pediu uma verificação do documento enviado pelo banco HSBC a Galiotte.
"Vou ter que dar uma resposta, né? Espero receber ainda hoje essa confirmação do HSBC para rebater e deixar as informações bem claras".
A documentação será enviada de Hong Kong, cujo fuso horário tem dez horas de diferença para Brasília.
Rubnei ainda reiterou a idoneidade de sua oferta ao Palmeiras e afirmou que será importante colocar um ponto final na história: "Foi uma acusação leviana".
O representante adicionou que "não há lógica" em dizer que a documentação apresentada por ele é falsa, e que tampouco seria lógico que ele apresentasse documentos falsos.
"O que eu ia ganhar com isso? Acho que o Palmeiras deveria ter toda a documentação para ter uma arma legal e falar que aquilo realmente era falso. Faltou bom senso do Palmeiras e vou deixar isso bem explicado".
Galiotte teve acesso ao e-mail do CEO do HSBC no Brasil, Alexandre Guiao. Na mensagem enviada por Guiao ao diretor jurídico do Palmeiras, Alexandre Zanotta, o CEO diz: "Após verificações internas, confirmo que os documentos apresentados em nome do Grupo HSBC são falsos e que a empresa em questão não é cliente do Grupo HSBC".
Mais cedo, o presidente do Palmeiras disse que acabou com as negociações com a empresa: "Desde que iniciou-se esse boato, essa conversa de que teríamos uma proposta - ocorreu dois dias antes das eleições. E depois das eleições, fomos buscar informações da empresa, e a partir deste momento, se encerra qualquer tipo de diálogo por total falta de credibilidade".
A Blackstar, representada por Rubnei Quícoli, fez uma oferta de patrocínio ao Palmeiras de cerca de R$ 1,4 bilhão, pelos próximos dez anos.
