O técnico Abel Braga está de volta ao Flamengo para sua segunda passagem no clube.
A chegada foi confirmada pelo presidente eleito do Fla, Rodolfo Landim, e Abel chegará em 2019 para substituir Dorival Júnior - quase 15 anos depois da primeira vez que comandou o rubro-negro carioca.
Em 17 de dezembro de 2003, motivado pelo projeto do ex-jogador - e então diretor-técnico - Júnior, Abel assinou seu contrato. "Pode vir bala de canhão que estou preparado. Quem não quer trabalhar aqui? Quem joga contra, sempre quer vencer o Flamengo. Por quê? Pela grandeza deste clube", disse o treinador, na época.
O começo da passagem foi positivo para Abel.
Em seu primeiro desafio, o Campeonato Carioca, o técnico comandou seu único título com o Fla. Venceu a Taça Guanabara - em decisão contra o Fluminense - e, na fase final, bateu o Vasco duas vezes para ficar com a taça.
Os problemas começaram quando Abel teve que dividir o time entre Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.
Mesmo assim, priorizando o torneio mata-mata, o Flamengo chegou à decisão depois de eliminar Grêmio e Vitória nas quartas e semifinal, respectivamente. Mas o que poderia ser mais um título, se tornou um vexame.
Depois de um empate por 2 a 2 com o Santo André no antigo Palestra Itália, a derrota por 2 a 0 em pleno Maracanã decretou o título do time do ABC Paulista.
"Foi a maior decepção na minha carreira. Foi o jogo de uma torcida só e foi horrível ver o estádio calado após os gols do Santo André", afirmou Abel após a partida.
O vice-campeonato foi um baque, e as semanas seguintes foram de críticas e muita pressão. Em julho de 2004, com o então presidente Marcio Braga viajando para a Disney e Júnior no comando do clube, Abel teve de tentar resistir às 'visitas' de torcidas organizadas na Gávea.
Mas a derrota por 1 a 0 para o Juventude, em Volta Redonda, foi o ponto final. Na lanterna do Brasileiro (12 pontos em 16 rodadas), o treinador entregou seu cargo após reunião com integrantes do chamado Fla-Futebol - além de Júnior, a conversa envolveu José Maria Sobrinho e Paulo Dantas.
A direção tentou manter Abel, mas ele não aceitou e deixou o clube em 18 de julho.
Foram 44 jogos, com 19 vitórias, 12 empates e 13 derrotas. Um título e um vexame. Agora, 15 anos depois, ele retorna para tentar levar o Fla de volta às conquistas.
