O atacante Ousmane Dembélé teve uma bela atuação no sábado, na vitória do Barcelona por 4 a 0 sobre o Espanyol. O francês anotou um gol e deu a assistência para o tento de Luis Suárez. No entanto, todo o sentimento de orgulho da diretoria em relação ao jogador se transformou em decepção após mais um atraso para o treino, nesta segunda-feira.
Dembélé chegou duas horas depois do horário de reapresentação do time catalão, segundo fontes informaram ao ESPN FC. Ele precisou ser localizado pela equipe de segurança do clube, o que não agradou a diretoria do Barça.
A alta cúpula considera que este novo deslize – em novembro deste ano ele não se apresentou para o treinamento por conta de problemas de saúde e não avisou ninguém – pode causar danos à imagem do clube, pois transmite a sensação de que o atleta está zombando da entidade e de que não há autoridade sobre ele.
O procedimento agora será diferente. Na última vez houve uma reunião da diretoria com os representantes do francês, Moussa Sissoko e Marco Lichtsteiner, para analisar o episódio. Desta vez a reunião será com o próprio jogador. O diretor geral Pep Segura e o secretário técnico, Eric Abidal, irão comandar a conversa, segundo informações do jornal Mundo Deportivo.
Mas mesmo com os problemas de disciplina, o Barcelona garante: o atacante não será negociado. A não ser, claro, que o interessado pague nada menos que sua cláusula: 400 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão).
Entre os clubes que gostariam de contar com o francês estão Arsenal, Paris Saint-Germain e Chelsea, que pensaram que poderiam levá-lo pelo preço que o Barça o comprou: 140 milhões de euros, ou R$ 620,9 milhões. No entanto, tanto o clube quanto o jogador querem continuar a "parceria", já que o Barcelona almeja vencer a Champions League e o atleta é uma das peças de maior qualidade no elenco azul e grená.
