Com elencos valendo o mesmo que Busquets e 'nanicos' de LaLiga, River e Boca jogam final que fará Espanha parar

Finalmente chegou a hora. Depois de muita confusão, adiamentos e inúmeras trocas de farpas entre as partes, o "jogo do século" entre River Plate e Boca Juniors decidindo a Copa Libertadores acontecerá neste domingo em Madri.

E como um jogo que não reunirá nenhuma grande estrela do futebol mundial e que sequer será disputado no país das equipes, causa um efeito tão grande em um país como a Espanha, acostumada com alguns dos times mais vitoriosos do mundo, como Real Madrid e Barcelona?

Para se ter uma ideia, o El País, um dos jornais mais importantes da Espanha, prepara uma cobertura mais do que especial do duelo, com uma edição de 11 páginas dedicadas ao jogo, além de repórteres espalhados por pontos estratégicos de Madri, já que a preocupação com a segurança é grande, principalmente após o ocorrido no Monumental de Nuñez, quando torcedores do River acertaram objetos no ônibus em que estavam os jogadores do Boca, deixando alguns deles feridos e obrigando a partida a ser adiada.

Tudo isso em um dia em que o Real Madrid, atual tricampeão da Champions League e que costuma dominar os noticiários esportivos, principalmente na capital espanhola, entra em campo pelo campeonato local contra o Huesca, fora de casa.

E o "grande jogo" do dia na Espanha tem uma característica que os habitantes locais não estão nada habituados. Todos os jogadores das duas equipes somados valem pouco mais do que Sergio Busquets, volante do Barcelona e Marco Asensio, jovem meia do Real.

Isso porque, juntos, os dois espanhóis valem, segundo o Transfermarkt, 170 milhões de euros, apenas 20 milhões a menos do que os elencos somados dos dois rivais argentinos, sendo 74,7 milhões distribuídos entre os 23 jogadores do River e mais 116,3 milhões do Boca, que atualmente conta com 28 atletas em seu plantel, com destaque para Cristian Pavón, que tem valor aproximado de 20 milhões e é o atleta mais valioso entre todos os que estarão em campo neste domingo.

Seguindo a mesma linha, Boca e River, clubes mais tradicionais da Argentina, valem pouquíssimo comparado com os grandes europeus. O Barcelona, por exemplo, que tem o elenco mais valioso da Espanha, tem o valor aproximado de 1,20 bilhão. Como cada um dos finalistas da Libertadores vale menos de um décimo disso, eles se assemelham, no cenário espanhol a clubes como Espanyol (103 milhões) e Getafe (80 milhões).

Isso, porém, não parece ser um problema para um confronto de tanta rivalidade, que é tratado como a maior final de Libertadores da história e que, por tudo o que aconteceu desde o dia 31 de outubro, quando ficou decidido que os argentinos fariam a decisão do torneio, ganhou ainda mais importância.

A magnitude do confronto é tanta que o Santiago Bernabéu, local onde acontecerá a partida, deve receber ilustres presenças neste domingo. Segundo a mídia internacional, astros como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo já requisitaram entradas para poderem acompanhar o jogo que definirá o melhor time sul-americano da atual temporada.