Em 2018, até zagueiro à frente; veja o sobe e desce de Neymar na Bola de Ouro e no The Best Fifa

Quando Neymar deixou o Santos rumo ao Barcelona, a maioria dos brasileiros esperava que, dentro de poucos anos, o atacante se tornasse o melhor jogador de futebol do mundo. Mais de cinco anos se passaram e até agora, apesar de títulos importantes e de ter se tornado o atleta mais caro da história, o máximo que ele conseguiu foi, em duas oportunidades, ficar na terceira colocação, atrás de Cristiano Ronaldo e Messi.

Neymar chegou ao Barcelona em 2013 e, logo no primeiro ano, já deu mostras de que seria figura frequente em listas de melhores do mundo, ficando na 5ª colocação. Um ano depois, sua pior posição dentre todos os anos em que atuou no Barcelona: 7º. Muito disso graças à precoce eliminação na Champions League e também à lesão que o tirou da Copa do Mundo e de parte da temporada seguinte.

Em compensação, 2015 foi o grande ano do camisa 11 no Barcelona, sendo campeão europeu, espanhol e também da Copa do Rei. Apenas na Champions, Neymar marcou 11 gols, sendo um dos artilheiros da competição. Por causa disso, o brasileiro foi o 3º colocado no Ballon d'Or, atrás apenas de Cristiano Ronaldo e Messi, que venceu o prêmio naquele ano.

Em 2016, o prêmio de melhor do mundo voltou a ser dividido, com o The Best, da Fifa e o Ballon d'Or, da revista France Football. E Neymar, apesar da conquista da medalha de ouro olímpica com a seleção brasileira, não conseguiu o mesmo protagonismo no futebol europeu e caiu em relação ao ano anterior, sendo o 4º no prêmio da Fifa e 5º no da France Football.

2017 chegou e com ele a maior transferência da história do futebol. Isso porque Neymar trocou o Barcelona pelo Paris Saint Germain por incríveis 222 milhões de euros. O motivo? Se tornar o grande protagonista de sua equipe, algo impossível em um time que conta com Lionel Messi.

E pode-se dizer que a mudança fez bem a Neymar, que passou a fazer mais gols, o que foi confirmado com o 3º lugar nas duas premiações no ano, novamente atrás do argentino e do português.

Porém, os adversários na França são de um nível mais baixo e o PSG "nada de braçadas" no campeonato. Mesmo que Neymar tenha se machucado e perdido grande parte da temporada, a equipe foi campeã com tranquilidade. Na Champions League, em compensação, sua ausência foi muito sentida e, sem seu principal jogador, o time de Paris não foi páreo para o Real Madrid, sendo eliminado nas oitavas de final.

Neymar só foi voltar a atuar na Copa do Mundo, na qual tinha a chance de se consagrar, caso levasse o Brasil ao título. Mas o que se viu no Mundial foi um Neymar mais preocupado com quedas do que em fazer gols e ele terminou o torneio como motivo de chacota, recebendo muitas críticas.

Mesmo com um bom início de temporada em 2018/2019, com participações em gols, o rendimento na Copa e o período de ausência fizeram com que Neymar não ficasse sequer entre os 10 primeiros no The Best e também no Ballon d'Or. E foi justamente no ano em que o domínio de Cristiano Ronaldo e Messi foi quebrado.

O 12º lugar na premiação da France Football o coloca atrás até mesmo de jogadores como N'Golo Kanté e Raphael Varane, que foram campeões do mundo, mas que atuam longe do gol e, por isso, aparecem menos.

A posição é a pior que o brasileiro fica desde quando ainda atuava no Santos, já que, em 2012, ele foi o 13º. Um ano antes, sendo campeão da Libertadores, ele foi o 10º.