<
>

Responsável por atentado contra ônibus do Borussia Dortmund é condenado a 14 anos de prisão

O responsável pelo atentado contra o ônibus do Borussia Dortmund em 2017 foi sentenciado a 14 anos de prisão, por tentativa de homicídio.

O homem de 29 anos, conhecido apenas como Sergej W. por conta da lei de privacidade na Alemanha, foi considerado culpado nesta terça-feira pela tentativa de assassinato de 29 pessoas, causando uma explosão e dois casos de dano físico grave no ataque, ocorrido em 11 de abril de 2017. Ele pode solicitar a liberdade condicional depois de dois terços da pena.

Sergej W., um cidadão alemão que nasceu na Rússia, detonou três dispositivos carregados com metais, quando a delegação do Dortmund deixava seu hotel para a partida em casa contra o Monaco pela Uefa Champions League.

Na última semana, o promotor público Carsten Dombert pediu por uma sentença perpétua. Os advogados de defesa argumentaram por uma punição de menos do que dez anos, dizendo que Sergej W., que se confessou culpado no segundo dia de seu julgamento em janeiro, não queria matar as pessoas no ônibus. “Ele acreditava que ele podia controlar as bombas”, declarou Carl Heydenreich, um dos dois advogados que o defende, na última semana.

Oficiais tinham dito na semana passada que Sergej W. - que disse que elaborou seu plano depois dos ataques em Paris em 2015, que tinha como um dos alvos o Stade de France em Paris, durante um amistoso entre França e Alemanha – esperava que lucrasse com uma queda nas ações do clube com o resultado de seu ataque.

Durante o julgamento, os promotores disseram que ele poderia ter feito um lucro de 506,275 mil euros.

O criminoso tentou enganar os socorristas ao deixar notas que sugeriam que o Estado Islâmico assumisse a responsabilidade pelo ato.

Por conta do ataque, o zagueiro Marc Bartra precisou passar por uma cirurgia em seu braço. Em janeiro, depois de ter aparecido como testemunha no julgamento, o atleta deixou o Dortmund para acertar com o Real Betis.

Um policial que também ficou machucado e não ficou apto para voltar ao trabalho. Ele foi apresentado na corte, quando o juiz Peter Winggatter leu o veredito nesta terça.

A maioria dos jogadores do Dortmund que esteve a bordo do ônibus estiveram como testemunhas durante os estágios iniciais do julgamento na primeira metade deste ano e ficaram abalados quando viram o responsável por colocar os bombas no dia do atentado.

Devido ao ocorrido, a partida contra o Monaco foi adiada para o dia seguinte. As tensões criadas pelo episódio tiveram influência para a saída do técnico Thomas Tuchel do clube ao final da temporada 2016-17.