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Ex-Barcelona, Arda Turan agora é acusado de participar de tentativa de golpe de Estado na Turquia

Indiciado pela Justiça da Turquia pelos crimes de crimes como assédio sexual, violação de segurança, lesão corporal intencional e porte ilegal de arma, o meia Arda Turan, ex-Barcelona e atualmente no Istambul Basaksehir, agora se vê em outra situação complicada.

Nesta quinta-feira, a Promotoria de Istambul ordenou que o atleta seja investigado por suposto vínculo com a organização comandada pelo clérigo islamista Fethullah Gülen, a quem o Governo turco culpa por uma tentativa fracassada de golpe de Estado, em julho de 2016.

Além de Turan, três outras pessoas serão investigadas pelo mesmo motivo: o veterano meia Emre Belözoglu, também do Basaksehir e ex-Inter de Milão, Newcastle, Galatasaray e Fenerbahce; o ex-jogador Okan Buruk e Bulent Korkmaz, ex-zagueiro do Galatasaray e da seleção turca. As informações são do jornal Hürriyet, o mais importante do país.

A Promotoria suspeita que os quatro investigados tenham vínculo ou tenha oferecido ajuda ao grupo de Gülen, que o Governo do país considera como "organização terrorista" desde 2016.

Atualmente, seis outros jogadores em atividade no Campeonato Turco estão sob vigilância por aparentes vínculos com "organizações terroristas".

Por causa dos delitos recentes, Arda Turan pode ficar preso por quase 13 anos.

A primeira audiência do caso foi marcada para o dia 30 de janeiro de 2019, de acordo com o Hürriyet. A denúncia contra o jogador parte do cantor Berkay Sahin, que se envolveu em uma briga com Turan em uma famosa boate de Istambul na madrugada da quarta-feira passada, e que foi também acusado de "insultos".

No âmbito esportivo, Arda segue o péssimo momento dos tempos de Barcelona, que o contratou em 2015 do Atlético de Madri. Na temporada passada, fez apenas 11 jogos e dois gols pelo Basaksehir. Já em 2018/19, foi encostado e sequer entrou em campo, já que cumpre suspensão de 16 jogos por empurrar um árbitro.

Por causa dos incidentes, ele foi multado por seu clube em 2,5 milhões de liras turcas (R$ 1,573 milhão) por "atitudes incompatíveis com os valores da agremiação". No entanto, ele não teve seu contrato rescindido, o que pode acontecer caso ele seja de fato preso.