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Fábio chega ao 11º título pelo Cruzeiro e se aproxima dos maiores vencedores pelo clube

Fábio é um símbolo do Cruzeiro. Com o título conquistado nesta quarta-feira, após uma vitória por 2 a 1 para cima do Corinthians, o goleiro chegou ao seu 11º título pelo clube e se aproximou ainda mais do posto atualmente ocupado por Ricardinho como o maior campeão pela equipe.

O primeiro clube da carreira de Fábio foi o União Bandeirante, onde permaneceu até receber um convite do Atlético-PR. Em 1999, foi emprestado para o Cruzeiro, onde foi campeão pela primeira vez, justamente da Copa do Brasil, como reserva de André. Em 2000, acabou negociado com o Vasco, onde permaneceu ate 2004.

Deixou o clube depois de conquistar alguns títulos e de uma grande briga com Eurico Miranda, que o acusou de não se reapresentar ao time e afastou o goleiro da equipe profissional, fazendo com que ele ficasse mais de quatro meses sem entrar em campo.

Depois de tudo isso, voltou ao Cruzeiro no início de 2005 e permanece até hoje. Em 14 temporadas, chegou nesta quarta-feira à 11ª taça levantada. São elas: Três Copas do Brasil, em 2000, 2017 e 2018, dois Campeonatos Brasileiros, em 2013 e 2014, além de seis Mineiros, em 2006, 2008, 2009, 2011, 2014 e 2018.

Com esses números, igualou jogadores históricos do clube, como Dirceu Lopes, Palhinha e Raul Plassmann, ícones cruzeirenses dos anos 60 e 70 e ficou apenas um atrás de Nonato e Zé Carlos.

Na frente deles, estão o ex-volante Piazza, com 13 taças, o ex-atacante Marcelo Ramos, dono de 14 troféus e de Ricardinho, volante que atuou entre 1994 e 2002 no Cruzeiro, além de uma outra passagem em 2007.

O jogador conquistou quatro edições do Campeonato Mineiro, duas Copas Sul-Minas, duas Copas do Brasil, além de uma edição da Libertadores, uma Recopa Sul- Americana, uma Copa Centro-Oeste, além de títulos menos importantes, como as Copas Ouro e Master, o Supercampeonato Mineiro e a Copa dos Campeões Mineiros.

"Sempre existe cobrança maior para quem fica mais tempo no Cruzeiro, sempre tem comparações, mas Deus mostrou que, com minha dedicação, eu teria conquistas. Só tenho a agradecer. Depois da lesão, que eu pudesse ganhar mais títulos, mesmo tendo sido campeão outras vezes. Mas depois da lesão, fica um gosto diferente", comentou Fábio, após mais uma conquista, lembrando o longo período que ficou afastado dos gramados por conta de uma grave contusão.

Apesar de ter mais taças, é discutível se Ricardinho é maior na história do Cruzeiro do que Fábio. Isso porque o goleiro é o recordista de jogos pelo clube, com quase 800 e todas as suas 11 conquistas são de primeira importância, com torneios estaduais e nacionais.