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Damião recorda 'lambreta' humilhante em argentino que o fez ficar mundialmente famoso

O jogo disputado nesta terça-feira, na Arábia Saudita, pode até ser um amistoso sem grande importância, mas Brasil x Argentina nunca deixará de ser um dos grandes clássicos do mundo. Prova disso é que, além dos confrontos históricos e cheios de emoção, alguns lances do duelo foram imortalizados. E um deles, sem sobra de dúvidas, foi protagonizado por Leandro Damião no Superclássico das Américas de 2011.

Na ocasião, o duelo disputado no estádio Mario Kempes estava bem monótono, mas a habilidade do centroavante encantou a todos. Depois de receber um passe na ponta esquerda, ele deu um drible fantástico – chamado de carretilha ou lambreta – e chutou por cobertura. Seria um gol histórico. Mas a bola bateu na trave.

O lance chamou tanta atenção, que as imagens correram inúmeros países e o atleta do Internacional é reconhecido até hoje pela jogada, conforme ele mesmo confessa ao ESPN.com.br.

"Foi uma loucura que eu fiz (risos). Uma coisa que aprendi na várzea e gostava de fazer. Lá era mais tranquilo. Eu fiquei olhando para a área, veio muito rápido na cabeça e deu certo. São poucos segundos para tomar uma decisão, então eu nem pensei em nada. Quando surgiu a oportunidade, aconteceu. Eu dei a lambreta e quis tocar para o Neymar que estava no outro lado, não era para ir para o gol. Mas a bola bateu no travessão e quase sobrou para o Neymar no rebote", recorda.

"Muita gente me chamou de louco de fazer aquilo, outros me elogiaram, falaram que tinha que fazer aquilo mesmo, mas sempre com respeito ao adversário. O Brasil sempre ficou marcado por jogadas bonitas. Recebi mensagem de tudo quanto é lugar, foi uma loucura (risos)", disse Damião, se orgulhando do belo lance que protagonizou.

"Na várzea sempre fazia isso, nem tão perto da área, mas fazia direto. Uma vez na semifinal do Gaúcho pelo Inter [contra o Juventude, em 2011] também fiz essa jogada. Mas nunca tinha feito tão em direção ao gol", reconheceu.

A carretilha foi tão surpreendente que até mesmo os adversários o parabenizaram. "Me felicitaram. Disseram que tinha que arriscar, porque era a única saída daquele momento. Eu fiz isso para buscar o gol. Eu fiquei muito feliz quando Sebá Dominguez e (Alejandro) Sabella vieram me parabenizar. Sabem que foi um recurso para tentar ganhar o jogo", disse ele na ocasião ao Olé, da Argentina.

O meia Emiliano Papa, vítima da bela jogada de Leandro Damião, explicou o que aconteceu ao mesmo jornal e comentou o sentimento ao levar o drible do brasileiro: "Primeiro eu queria matá-lo, depois aplaudir. Posso dizer isso agora, com a cabeça fria. No momento pensei só na próxima jogada e preferi não ficar com isso na cabeça".

Na ocasião com 29 anos, o ex-jogador do Vélez, que atualmente defende o Arsenal de Sarandí, usou a experiência para não se abalar com o lance.

"São circunstâncias do jogo. Se você fica com isso na cabeça, não cresce. Faltava muito jogo, estava 0 a 0 e não poderia me desconcentrar", comentou.