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Antes celeiro, Brasil se torna 'figurante' no Milan

Dida, Kaká, Serginho, Cafú, Ronaldo, Leonardo, Ricardo Oliveira... Brasileiros marcaram a história, sobretudo recente, do Milan. O cenário, porém, mudou consideravelmente nos últimos anos. Agora, Lucas Paquetá, a caminho do gigante italiano, tentará reescrever um novo capítulo bonito envolvendo as duas partes.

Restando apenas os exames médicos e a assinatura de contrato, o ainda jogador do Flamengo será o único atleta tupiniquim no elenco atual dos rossoneri. Algo que pareceria pouco crível para quem acompanhou o time que foi vice-campeão europeu em 2005 e campeão em 2007, além de ter visto Kaká, vestindo a camisa rubro-negra, ser eleito o melhor jogador do mundo no mesmo ano.

A pouca presença de brasileiros no time italiano, porém, virou algo comum recentemente. Ao se analisar os elencos do Milan nas últimas cinco temporadas, foram apenas três atletas do país defendendo o time principal.

O zagueiro Rodrigo Ely fez apenas quatro partidas (três pelo Italiano e uma pela Copa da Itália), todas no começo da temporada 2015-16. Contratado ainda na base junto ao Grêmio em 2010, ele foi emprestado para Reggina, Varese, Avellino e Alavés, antes de ser vendido ao último no meio de 2017.

Com pouco mais de espaço, mas sem conseguir brilhar, o atacante Luiz Adriano defendeu o Milan por uma temporada e meia. Após ser artilheiro nato no Shakhtar Donetsk, ele foi contratado por 8 milhões de euros no meio de 2015. Começou como titular, perdeu espaço e também sofreu com lesão. No total, 36 jogos e somente seis gols, antes de se transferir sem custos ao Spartak Moscou.

Por fim, o zagueiro Alex chegou de graça ao clube na metade de 2014 já como um veterano, aos 32 anos, após passagem pelo Paris Saint-Germain. Nas duas temporadas em que ficou, atuou com certa regularidade, disputando 48 partidas. Não defendeu outro clube e acabaria se aposentando ainda em 2016.

No período, vale mencionar, o Milan ainda contou com o goleiro Gabriel, ex-Cruzeiro, que foi contratado em 2012 e se transferiu ao Perugia na última janela do mercado. Emprestado a quatro clubes diferentes durante seu período no Milan (Carpi, Napoli, Cagliari e Empoli), o arqueiro fez só sete atuações pelo clube, mas todas foram há mais de cinco anos: no Italiano 2013-14.

Coincidentemente ou não, a queda de brasileiros se deu em um período em que Silvio Berlusconi, fã de brasileiros no seu elenco, já se preparava para deixar o clube. Ele acertou a venda oficialmente do Milan em abril de 2017.