Julen Lopetegui vem mostrando personalidade no comando do Real Madrid, com decisões que o colocam em choque com líderes do elenco, embora só tenham se passado três jogos oficiais na temporada.
Na base do "Aqui mando eu", como sugere a edição desta segunda-feira do jornal "Marca", o treinador deixou o goleiro Courtois, o zagueiro Varane e o meia Modric no banco de reservas (os dois últimos entraram depois no jogo) contra o Girona, em duelo realizado no último domingo, e substituiu Marcelo porque sentiu que a lateral estava vulnerável.
Courtois foi contratado do Chelsea por 35 milhões de euros (cerca de R$ 166 milhões). Eleito o melhor goleiro da Copa do Mundo da Rússia, ele veio para ser titular, mas o treinador manteve o costarriquenho Keylor Navas.
Campeão mundial com a França, Varane foi o titular da defesa do Real nas últimas temporadas, mas foi preterido por Nacho. Entrou no jogo aos 15 minutos da etapa final. Já Modric, que chegou a ser especulado na Inter de Milão, é uma das principais estrelas da equipe. Mas ficou no banco e entrou aos 32 do segundo tempo.
Marcelo é um dos líderes e está no Real desde 2006 e é um dos jogadores com mais títulos na história do clube.
"Fiquei surpreso com a substituição, mas eu respeito a decisão do treinador. Queria ter continuado em campo porque me sinto bem. Estou 100% ", disse Marcelo após o triunfo por 4 a 1 contra o Girona.
Outra decisão impopular de Lopetegui foi não relacionar o atacante brasileiro Vinícius Júnior, que estreou no domingo pelo Real Madrid B na terceira divisão espanhola. O garoto ex-Flamengo gera muita expectativa entre os torcedores.
O jovem brasileiro foi a contratação mais cara do Real na janela de transferências (40 milhões de euros considerando apenas a transação com o Flamengo; o que significou R$ 164 milhões em valores convertidos na época da compra).
De acordo com "Marca", são regras do vestiário. O treinador entende que Navas é o titular do gol e que Courtois terá de aguardar sua chance. Já Varane e Modric se apresentaram depois dos companheiros por causa da Copa do Mundo e tem menos tempo de treinamentos físicos e coletivos. Por fim, Vinícius Júnior precisa de tempo para "maturar".
De qualquer forma, o jornal espanhol destaque que nunca um técnico tomou decisões tão impopulares com tão pouco tempo de trabalho. Foram apenas duas partidas do Espanhol e uma pela Supercopa da Europa.
