Emprestado para a Fiorentina, que irá estrear no Campeonato Italiano contra o Chievo, neste domingo, às 15h30 (de Brasília), Gerson vai em busca de mais espaço na Europa depois de duas temporadas na Roma.
Após ser contratado pela equipe giallorossa por 16 milhões de euros, o jogador revelado pelo Fluminense desembarcou na Itália com apenas 19 anos. Em sua primeira experiência fora do Brasil, o meia contou com a ajuda de Francesco Totti, maior ídolo da história da Roma, para se ajeitar no país.
"Eu estava desesperado procurando com meu pai um lugar pra morar e vinha encontrando muitas dificuldades. Mas, graças a Deus, tive a ajuda do Totti e consegui alugar um apartamento. Ele é um cara espetacular", contou ao ESPN.com.br.
"O Totti me alugou um apartamento sem fazer muitas contrapartidas. Ele tinha acabado de se mudar e facilitou o aluguel de sua antiga casa. Já era fã, depois de estar junto, me tornei ainda mais. A ajuda dele foi fundamental para que eu tivesse um lar (risos)", relatou.
O então camisa 10 da Roma praticamente adotou o brasileiro como um pupilo durante sua última temporada como profissional.
"Ele é um cara que eu via jogar quando criança e tive a oportunidade de dividir vestiário e tive como um professor. Me ensinou muito dentro e fora de campo. Não tenho palavras pra descrever tudo que ele fez por mim logo na minha chegada aqui", agradeceu.
Além de Totti, que se aposentou dos gramados no meio de 2017, Danielle De Rossi, atual capitão da equipe italiana, também procurou aconselhar Gerson.
"E, claro, não posso deixar de citar o De Rossi também. Um exemplo de profissionalismo e amor à camisa. Acho que fui muito bem amparado, né?! (risadas) E, não posso deixar de citar também. Tenho um respeito, um carinho e sempre admirei o futebol do Ronaldinho Gaúcho. Ao lado do Totti, os meus dois grandes ídolos do futebol", relatou.
Gerson conta que enfrentou algumas dificuldades pela mudança de estilo de jogo entre o Brasil e a Itália.
"Na Itália se joga um futebol muito mais pegado e com pouquíssimos espaços pra você jogar. E eu jogo na faixa central do campo onde se tem uma marcação pesadíssima. Um jogo pegado e duro o tempo todo".
O meia, que acompanhava a elite italiana pela televisão desde criança, acredita que conseguiu evoluir na Europa.
"É uma liga muito disputada e com grandes jogadores. É um prazer enorme ir pra minha terceira temporada atuando no Campeonato Italiano. A primeira temporada foi de adaptação e na segunda amadureci muito".
"Hoje sou um jogador mais completo. Atuo como segundo volante, terceiro homem de meio campo, meia central, meia pelo lado direito, e tenho, hoje, muito mais intensidade no meu jogo. Me sinto um jogador completamente diferente em comparação ao atleta que cheguei e ao que sou hoje".
Na última temporada, o jovem atuou em 31 partidas (das 51 que a Roma fez), sendo 11 delas como titular, e marcou dois gols. A equipe giallorossa chegou na terceira posição do Italiano e na semifinal da Liga dos Campeões.
"Das duas que joguei aqui, sem dúvidas a melhor. Joguei com mais frequência, fizemos uma excelente campanha na Champions e fomos bem também no Italiano. Pessoalmente foi uma temporada de muita evolução e participativa. O Di Francesco me deu muitas oportunidades e me tornei um jogador ainda mais versátil".
No meio deste ano, Gerson foi pretendido pelo Atlético-MG, mas a Roma recusou o empréstimo. O brasileiro ficou na Itália e foi cedido para a Fiorentina.
"Foi uma decisão conjunta entre eu, meu pai e o clube. Decidimos que era importante passar essa temporada emprestado a uma grande equipe para dar sequência no projeto que a Roma montou pra mim desde que cheguei na Europa".
"Eu tenho um coisa muito clara na minha cabeça: quero vestir a camisa da seleção brasileira nesse ciclo que começou. E a Fiorentina me possibilita a realizar esse sonho. Minha história na Roma não acabou, mas agora é fazer bonito aqui na Fiorentina e alcançar meu objetivo de estar na seleção", concluiu.
