Após somente seis partidas em seu retorno ao Palmeiras, Luiz Felipe Scolari elevou a confiança dos torcedores, mas principalmente, do elenco. E um dos motivos para que isso acontecesse foi a maior rotatividade no elenco e com chances para praticamente todos os jogadores: 23 dos 28 atletas do plantel palmeirense jogaram ao menos uma partida sob o comando de Felipão.
O último a ter sua oportunidade em campo foi o atacante Artur. O jovem substituiu Dudu aos 42 minutos do segundo tempo no jogo da última quarta-feira contra o Botafogo.
82,1% dos jogadores palmeirenses já entraram em campo em algum momento neste período. Atualmente, apenas o goleiro Fernando Prass, os zagueiros Nicolás Freire e Pedrão e os meias Alejandro Guerra e Vitinho ainda não tiveram uma chance.
Dentre os que não participaram, Guerra ainda tem o atenuante de estar em reta final de preparação após uma operação no tornozelo. Hoje, o venezuelano já está à disposição para atuar.
A estratégia adotada por Felipão vai na contramão do que era adotada pelo seu antecessor Roger Machado, que preferia rodar muito menos o elenco. A justificativa era de dar maior entrosamento aos titulares mesmo com a sequência forte de diversas competições.
Esse é um dos fatores para que Scolari tenha caído nas graças do grupo alviverde tão rapidamente. Enquanto a equipe titular atua na Copa do Brasil e na Copa Libertadores, os considerados ‘reservas’ ganhar maior rodagem nas partidas do Campeonato Brasileiro.
O elenco recheado dá confiança do técnico colocar essa equipe mesmo em uma partida decisiva como a deste domingo, em que o Palmeiras encara o Internacional fora de casa. Enquanto isso, os titulares são poupados para o jogo de volta da Copa Libertadores na próxima quinta-feira, contra o Cerro Porteño-PAR.
