A maior hegemonia da história da Bundesliga será ampliada ou interrompida? A principal pergunta envolvendo o Campeonato Alemão começará a ser respondida nesta sexta-feira, quando o atual hexacampeão Bayern de Munique receberá o Hoffenheim na Allianz Arena, nesta sexta-feira, às 15h30 (de Brasília).
Como é de se imaginar, o time bávaro inicia a campanha como grande favorito a ficar com a salva de prata mais uma vez. Porém, sempre há motivos para imaginar que o reinado em algum momento acabará. Será em 2018-19?
Dessa forma, o ESPN.com.br listou os motivos que fazem acreditar no hepta do Bayern e também nos que podem fazer com que exista um novo campeão pela primeira vez desde 2011-12.

Por que acreditar no título do Bayern?
A diferença para os seus rivais em 2017-18 foi muito grande para pensar que ela pode ser igualada e superada no espaço de apenas uma temporada: 21 pontos a mais do que o vice, 26 gols a mais do que o segundo melhor ataque e oito gols a menos do que a segunda melhor defesa.
Isso sem mencionar que Manuel Neuer está em boa forma novamente, após ter sofrido uma fratura que o permitiu jogar apenas quatro partidas na última temporada. Sven Ulreich até fez um bom trabalho, mas longe de alcançar o nível do capitão dos bávaros e de um dos melhores goleiros do mundo.
Além disso, o time titular, assim como o elenco, é praticamente o mesmo – e, naturalmente, com maior entrosamento. Arturo Vidal foi para Barcelona, mas Leon Goretzka, que vive excelente momento na carreira, deve suprir tal ausência. Além disso, Serge Gnabry, após boa temporada pelo Hoffenheim, dá mais uma opção no setor ofensivo. Renato Sanches, que chegou como promessa e não rendeu o esperado, tem nova oportunidade, após empréstimo ao Swansea City.
Por que acreditar no fim da hegemonia?
Ao mesmo tempo que a manutenção do elenco é um trunfo – do ponto de vista da qualidade técnica e do bom entendimento em campo -, ele pode ser um obstáculo, uma vez que Arjen Robben e Franck Ribéry começam a temporada com 34 e 35 anos, respectivamente. A tendência é a queda do nível e do número de partidas de ambos. Ainda mais pelo fato de o técnico Niko Kovac ser conhecido pela exigência física de seus atletas.
A principal mudança
Por falar no novo treinador, essa é uma incógnita, uma vez que o Bayern aposta em um nome que começou a treinar um time principal apenas em 2013, quando assumiu a seleção croata. Ele chega credenciado pelo grande trabalho à frente do Eintracht Frankfurt, com o qual conquistou a Copa da Alemanha, vencendo justamente sua atual equipe na final. Como atleta, o ex-volante passou pelo Bayern entre 2001 e 2003 e, portanto, conhece bem a realidade do clube. Isso, no entanto, não é uma garantia de sucesso.
Quem pode ameaçar o reinado bávaro?
Para acabar com a dinastia do maior campeão alemão na história, Borussia Dortmund, Schalke 04, RB Leipzig e Bayer Leverkusen surgem como os grandes candidatos a ficarem com a taça. Veja motivos que os fazem candidatos à taça!
Borussia Dortmund: Lucien Favre, um técnico com grande trabalho na Bundesliga por Hertha Berlin e Borussia Mönchengladbach, chega para comandar os aurinegros e gera expectativa. O mesmo vale para a diretoria que agora conta com o ex-capitão Sebastian Kehl. Matthias Sammer, campeão como atleta e técnico pelo Dortmund, será um consultor. No elenco, uma zaga jovem e cara ainda é uma incerteza. Um meio de campo fortalecido, um elenco um pouco mais enxuto e um Marco Reus saudável são esperanças de dar aos aurinegros seu nono título do Alemão.
Schalke 04: Vice-campeões após oito anos, os Azuis Reais fizeram um trabalho fantástico sob o comando do jovem técnico Domenico Tedesco, que fez da sua defesa o principal trunfo. Apesar das saídas dos titulares Thilo Kehrer e Leon Goretzka, o elenco ganhou boas alternativas e chega mais entrosado, uma vez que Tedesco chegou somente na temporada passada.
RB Leipzig: Sensação em 2016-17 ao ser vice logo em sua estreia na Bundesliga, o RB Leipzig teve mais dificuldades ao ter de disputar a liga nacional ao mesmo tempo que as competições europeias, mas seu futebol continuou envolvente, o que mantém uma alta expectativa sobre a equipe, que segue investindo pesado em jovens atletas. De baixas significativas, apenas Naby Keita e Bernardo, sendo que o segundo não era titular absoluto.
Bayer Leverkusen: "Eu me sinto muito bem aqui e vejo que algo realmente grande está se desenvolvendo aqui", disse Julian Brandt em abril, após renovar seu contrato com o Bayer Leverkusen, apesar de ser especulado em diferentes clubes da Europa. Leon Bailey também foi desejado e ficou.
O Leverkusen tem mostrado força em segurar seus talentos, assim como com as contratações de Mitchell Weiser e Paulinho, ex-Vasco. A saída do goleiro Bernd Leno ao Arsenal foi suprida com a chegada de Lukas Hradecky, que vem de boas temporadas com o Eintracht Frankfurt.
