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Hoje no Sport, atacante conta como foi sua curta passagem no São Paulo

O atacante Rogério é uma das novidades do Sport, que enfrenta o São Paulo, neste domingo (12/08), às 16h (de Brasília), na Ilha do Retiro.

Após se recuperar de uma lesão muscular sofrida na derrota por 1 a 0 para o Vitória, no fim de julho, ele treinou nesta semana com o restante do elenco rubro-negro e ficará à disposição no banco de reservas do técnico Claudinei Oliveira.

O jogador teve menos de um ano para tentar se firmar no Morumbi e considera que só não conseguiu mais oportunidades por causa do técnico argentino Edgardo Bauza.

Em entrevista publicada no ano passado pelo ESPN.com.br, o atacante explicou como foi sua passagem pela equipe tricolor e as razões que o fizeram ir para a Ilha do Retiro.

"A decisão tinha que ser essa [de sair]. Preferi vir para cá para recomeçar. Eu saí porque não tinha oportunidades com o Bauza. Foi complicada minha situação. Tem treinadores que tem os jogadores dele. Eu vesti a camisa do São Paulo com muito orgulho porque sou torcedor do clube desde pequeno, sempre acompanhei na Libertadores", disse.

"Osorio me levou, me deu oportunidades e mostrei dentro de campo meu potencial. Milton Cruz como ser humano não existe. O que ele fez por mim ninguém faria. Sou grato à torcida do São Paulo porque muitos jogos que entrei foi por conta dela me pedir. Eu ia lá e fazia a diferença", relatou.

Contratado pelo clube paulista após se destacar com a camisa do Vitória em 2015, ele brilhou logo no seu primeiro jogo, no triunfo sobre o Internacional por 2 a 0, no Morumbi, pela 23ª rodada do Brasileiro.

"A minha estreia foi o momento mais marcante da minha carreira. Fiquei uma semana concentrado e focado no que queria. Dai nesse jogo ajudei o São Paulo a conseguir os três pontos contra o Internacional e fiz um gol de cabeça".

O atacante fez 14 partidas e marcou quatro gols no ano em que chegou, mas na temporada seguinte, com a chegada de Bauza, tudo mudou.

"Na Libertadores me tiraram de dois jogos da relação. Na pré-Libertadores contra o Cesar Vallejo eu só fui porque o Alan Kardec ficou doente. Só entrei na partida porque a torcida pediu, senão eu não tinha entrado. Graças a Deus eu entrei, fui bem e fiz o gol."

Rogério deu a vitória por 1 a 0 para o time tricolor na partida de ida, no Pacaembu. Com o empate por 1 a 1 no duelo de volta, a equipe se garantiu na fase de grupos.

"Ganhei reconhecimento por isso, que é muito importante. Foi aonde começou aquela disputa: se o time estivesse mal me colocava, se estivesse bem, não queria contar comigo. Eu queria estar ali dentro, o time estando bem ou mal."

'Resolvi sair'

Ele se sentiu preterido pelo treinador argentino que utilizava Calleri e Kelvin no time titular. A situação ficou ainda mais complicada depois do empate com o Coritiba em 1 a 1 no Couto Pereira, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro de 2016.

"Eu optei por ficar esperando oportunidades, mas estávamos perdendo e ele me colocou para jogar aos 41 minutos. Entrei e fiz gol do empate. Na entrevista, ele falou que eu era substituto imediato do Ganso. O Ganso é uma estrela, é incomparável, joga muito. Não é que eu não teria oportunidade de jogar, eu confio em mim. Seria muito difícil, mas ainda optei por ficar."

A gota d'água ocorreu na vitória por 1 a 0 no clássico contra o Palmeiras, quando ele ficou novamente no banco de reservas. Rogério só entrou aos 42 minutos da etapa final na vaga do volante Thiago Mendes.

"No jogo seguinte, ele colocou o Ytalo para jogar [como meia no segundo tempo] e demonstrou que eu não poderia estar atuando naquela posição e mostrou que não contava comigo no elenco. Eu vi que não dava para mim e pedi para sair."

O jogador foi emprestado ao Sport em junho pelo São Paulo, que detinha 65% dos direitos do atleta e comprou os 35% restantes por R$ 590 mil. Em seguida, vendeu 25% aos pernambucanos por R$ 2,5 milhões.

"Queria ficar, mas ele demonstrou tudo porque não me colocava para jogar. Ele me tirou da minha posição. Sempre fui o primeiro a chegar aos treinos e o último a sair. Era meu sonho jogar no São Paulo, mas quando você vê que não cabe e fui para um lugar onde as pessoas me queriam. Essa decisão foi certa e não me arrependo. Graças a Deus fui bem no Sport".

Desde então, foram 20 gols e o título Pernambucano de 2017, além de ter ajudado a equipe rubro-negra a ter escapado do rebaixamento no Brasileiro de 2016.

Apesar dos problemas, o jogador acredita que a passagem pelo São Paulo mudou sua carreira.

"Eu tinha vindo do Botafogo [em 2014] onde passamos por uma situação muito complicada com oito meses sem receber salários. Falaram que eu não rendi o esperado. Naquela situação que o time se encontrava ninguém do elenco escapou".

"Acharam que por isso não conseguiria jogar no São Paulo, mas eu dei a volta por cima e mostrei que poderia jogar em time grande também".