Felipão já era um ícone da história palmeirense antes de retornar ao clube, neste ano, para sua terceira passagem como comandante da equipe.
Nas duas anteriores (1997-2000 e 2010-2012), colecionou títulos, vitórias e polêmicas, quase nas mesmas medidas.
Abaixo, a ESPN lista 26 verbetes, de A a Z, com personagens que ilustram e ajudam a relembrar momentos marcantes das eras do técnico como comandante do time.
Algumas letras foram fáceis de preencher, como o "M", de Marcos e o "P", de Paulo Nunes. Outras, como o "I", de Iwata, e o "Y", de Yerien, deram mais trabalho.
Confira a lista abaixo:
Assunção, Marcos - O veterano foi o homem de confiança de Felipão na segunda passagem dele pelo clube. Levantou a Copa do Brasil de 2012 e era arma mortal na bola parada. Deu um soco em Valdivia na reta final do Brasileiro de 2012, após uma discussão. Saiu após o rebaixamento.
Betinho fez o gol do título em Curitiba, na Copa do Brasil 2012 - com o empate em 1 a 1, Palmeiras foi o campeão. Veio do São Caetano praticamente de graça e se dizia um predestinado. Fez apenas mais um gol pelo clube. Não deixou saudade, mas tornou-se lenda.
Cesar Sampaio foi capitão de Felipão em 1998 e 1999, e gerente de futebol do clube na segunda passagem do técnico pelo clube, entre 2010 e 2012. Levantou a Copa do Brasil e a Mercosul de 1998, além da Libertadores de 1999.
Darci fez gol do meio campo e foi titular na semifinal da Copa do Brasil de 1998, contra o Santos. Curiosamente, antes de chegar ao clube, era odiado por palmeirenses por ter quebrado o maxilar de Mirandinha nos anos 1980 com um coice, jogando pelo Grêmio. Por esse episódio, era conhecido como “Darci Coice de Mula”.
Euller, o “Filho do Vento”, foi homem de confiança do treinador em 2000 e arma secreta em 1999. Chegou para ser banco do ataque e foi ganhando cada vez mais espaço. Esteve cotado para a Copa de 2002, mas acabou não convocado por Felipão.
Frizzo, Roberto - Vice-presidente, era o diretor de futebol do clube na segunda passagem do técnico pelo Palmeiras. Falastrão, quase complicou a contratação de Barcos ao dizer que “o Palmeiras não era marina” para ter Barcos.
Galeano foi xodó do técnico no campo, em 2000, como volante, e como supervisor, entre 2010 e 2012. Fez o gol na semifinal da Libertadores de 2000, contra o Corinthians, que levou o jogo para os pênaltis. Heroico.
Henrique, zagueiro, também foi homem de confiança de Felipão, que o convocou para a Copa de 2014 (foi reserva). O técnico também o escalou como volante em alguns jogos, com sucesso, no Palmeiras. Hoje está no rival Corinthians.
Iwata, Jubilo - clube japonês em que Felipão trabalhava logo antes de vir para o Palmeiras na primeira passagem, em julho de 1997. Treinou o time apenas por 11 jogos e saiu sem deixar saudade por lá.
Júnior, lateral-esquerdo, era peça-chave no Palmeiras de 1999, atuando muitas vezes como um quarto homem de meio-campo disfarçado. Ganhou o Penta com a seleção, em 2002. Era reserva de Roberto Carlos. Foi titular na vitória por 5 a 2 sobre a Costa Rica.
Kleber Gladiador foi de querido, em 2010, a desafeto do treinador, em 2011. Chegou a ser capitão do time em alguns jogos, mas entrou em rota de colisão com o comandante, tendo sido afastado do grupo em outubro de 2011.
Luan foi o grande xodó do treinador na segunda passagem. Felipão comprou brigas no clube por sua contratação. Em 2012, após a conquista da Copa do Brasil, Felipão sugeriu à torcida fazer uma estátua do jogador, que, mesmo mancando, seguiu em campo. Esforçado, era muito perseguido pela torcida.
Marcos, o Santo, foi lançado definitivamente como titular pelas mãos do treinador, durante a Libertadores de 1999. Juntos, conquistaram o continental e a Copa do Mundo de 2002, na qual Marcos foi titular absoluto.
Neném, lateral-direito, foi um dos primeiros reforços de Felipão na primeira passagem pelo clube. Rápido, mas atrapalhado, nunca se firmou, mas era querido pelo treinador
Oséas foi o homem-gol do técnico no Palmeiras, com direito a gols em duas decisões: Copa do Brasil-98 (o do título, nos acréscimos) e Libertadores-99, contra o Deportivo Cali. Bom no jogo aéreo, era um jogador forte e de muita raça.
Paulo Nunes era o homem de mobilidade palmeirense no ataque entre 1998 e 1999. Artilheiro, veio do Benfica para o Palmeiras por indicação do gaúcho, com quem conquistara a Libertadores de 1995, pelo Grêmio. Fazia comemorações irreverentes.
Quitéria, Maria: Torneio vencido pelo Palmeiras sob comando de Felipão, em 1997, na Bahia. Foi a primeira conquista dele no comando do clube. Na final, o Palestra bateu o Flamengo do goleiro Júlio César (titular do técnico na Copa de 2014): 5 a 4, nos pênaltis.
Roque Júnior, zagueiro, era xodó de Felipão, que barrou Cléber para que o então jovem garoto fosse titular, em 1999. O técnico gostava tanto do defensor que o levou para a Copa do Mundo de 2002. Foi titular na conquista do Penta.
Sebastião Lapola era o diretor de futebol do Palmeiras em 1999, na conquista da Libertadores. Um dos primeiros a entrar no campo para comemorar quando Zapata perde o pênalti na decisão.
Thiago Heleno, zagueiro, fez gol na final da Copa Brasil em Barueri (primeiro jogo). Teve bons momentos sob comando do Gaúcho, mas era conhecido por apreciar e frequentar bastante a noite paulistana. Joga com moral no Atlético Paranaense.
Uzbequistão, ex-república soviética, era a casa de Felipão antes de ele voltar ao Palmeiras, em 2010. Por lá, treinou o Bunyodkr e conquistou a liga local de 2009-2010, antes de retornar ao Brasil.
Valdivia voltou ao Palmeiras em 2010, um pouco antes do retorno do treinador ao Palestra e, durante os anos Scolari, a despeito de jogar pouco, por conta de lesões, tinha uma boa relação com o comandante. Fez gol na final da Copa do Brasil 2012 - e também foi expulso.
Wesley, hoje no Sport, chegou com pompa em 2012. Houve até um crowdfunding (malsucedido) para trazê-lo do Werder Bremen. Jogou pouco naquele ano, pois rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito na terceira partida. Seguiu no clube até 2014. Tornou-se persona non grata no Palmeiras.
Xuxa (sim, forçamos a mão) era um meia do Mirassol, em 2011, quando o clube do interior enfrentou o Palmeiras de Felipão nas quartas de final do Paulista. O Alviverde venceu o jogo único por 2 a 1, com gols de Valdivia e Márcio Araújo.
Yerien é um jogador nigeriano (meia) que passou pela base do Palmeiras em 2010. Foi chamado para treinar com os profissionais, em alguns momentos, por Felipão, mas não teve chances de jogar. Na época, tinha 18 anos. Hoje, aos 25, está no Paranahyba-BA
Zinho foi um dos primeiros reforços de Felipão na primeira passagem, em 1997 - já havia jogado no clube entre 1992 e 1994. Foi capitão antes da chegada de Sampaio ao elenco. Conquistou a Libertadores de 1999, a Mercosul e a Copa do Brasil de 1998.
