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Felipão no Palmeiras? Relembre 12 vezes que os grandes trouxeram de volta seu 'salvador da pátria'

Felipão está de volta ao Palmeiras. A contratação do experiente treinador, que foi anunciado na última quinta-feira como substituto de Roger Machado, causou polêmica e chegou a 'explodir a internet'. Fora do mercado brasileiro há cerca de três anos e com sua última passagem no clube terminando muito mal, Luiz Felipe Scolari é mais um treinador-ídolo que chega como 'salvador da pátria'.

No entanto, o fato que fez o sorriso dos rivais nos últimos dias não é exclusividade do time alviverde: todos os 12 grandes brasileiros já tomaram decisões parecidas nos últimos tempos. Pensando nisso, o ESPN.com.br reuniu uma (das muitas) vezes em que cada clube trouxe um velho conhecido para mudar o rumo de seu time. Será que as trocas costumam dar resultado?

Confira!

Cruzeiro – Luxemburgo em 2015

Como estava: após dois títulos consecutivos do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro foi eliminado da Libertadores ao levar 3 a 0 do River Plate e ocupava a penúltima colocação no certame nacional, com 1 ponto em 4 partidas. A derrota para o Figueirense, então, custou o emprego de Marcelo Oliveira.

O salvador: o escolhido para substituir o bicampeão tinha um currículo que não ficava para trás: Vanderlei Luxemburgo, que conquistou a Tríplice Coroa nacional em 2003 com o time celeste. ‘Luxa’ vinha de passagens ruins por Fluminense e Flamengo.

O resultado: Luxemburgo durou 19 partidas no Cruzeiro, sendo demitido após sua décima derrota e deixando a equipe na 16ª colocação.

Atlético-MG – Emerson Leão em 2009

Como estava: Após demissões de Geninho e Alexandre Gallo em 2008, Marcelo Oliveira foi de interino a efetivado e levou o time à 12ª colocação no Brasileiro. Ao final do ano, não teve seu contrato renovado.

O salvador: o escolhido para iniciar a temporada de 2009 foi Emerson Leão. Em 1997, o treinador já havia conquistado a Copa Conmebol pelo clube e passado à segunda fase no Brasileiro, além de ter deixado boa impressão nova passagem, no ano de 2007, quando terminou em oitavo no Brasileiro.

O resultado: Leão durou pouco tempo no comando. Tomou 5 a 0 do Cruzeiro na primeira partida da final do Mineiro e foi demitido após o jogo de volta da decisão, que confirmou o troféu celeste.

Fluminense – Carlos Alberto Parreira em 2009

Como estava: René Simões comandava o clube no início do ano, logo após salvá-lo do rebaixamento em 2008. Maus resultados no Estadual, porém, causaram sua demissão.

O salvador: A diretoria decidiu apostar em Carlos Alberto Parreira, tricolor, campeão do mundo, do último título brasileiro do Fluminense até então (1984) e até da Série C. O famoso técnico não trabalhava no futebol nacional desde 2002 – foram sete anos entre seleção brasileira e sul-africana.

O resultado: o Fluminense afundou no Brasileiro e Parreira foi demitido quatro meses depois, deixando o clube na 18ª colocação, com 10 pontos em 10 jogos.

Vasco – Joel Santana em 2014

Como estava: Adílson Batista havia pedido demissão e o Vasco estava numa crise enorme. Na Série B, tinha tomado de 5 a 0 em casa do Avaí e lutava pelo G4 - além de ter sido eliminado da Copa do Brasil pelo ABC.

O salvador: a diretoria acertou o retorno de um campeão brasileiro e da Mercosul, além de bicampeão carioca com o Vasco: Joel Santana. O carismático “papai Joel” estava fora de futebol desde 2013 e já ganhava fama pelas propagandas com seu inglês “diferente”.

O resultado: com contrato de apenas três meses, Joel cumpriu seu objetivo. Subiu o Vasco para a Série A e, no fim do ano, não teve seu vínculo renovado, deixando o clube.

Botafogo – Cuca em 2007

Como estava: o Botafogo de Cuca fazia boa campanha no Brasileiro, estava a 2 pontos do 3º lugar e tinha construído vantagem no jogo de ida por 1 a 0 sobre o River Plate nas quartas de final da Sul-Americana. O que foi classificado por jornais como um “vexame histórico”, porém, mudou tudo: vencendo por 2 a 1 na argentina e com dois jogadores a mais, o Glorioso tomou a virada para 4 a 2 em 15 minutos e foi eliminado. Cuca pediu demissão. O time alvinegro trouxe Mário Sérgio, mas três jogos depois já demitiu o “novo treinador”.

O salvador: numa das trocas de treinador mais bizarras da história do futebol brasileiro, o Botafogo trouxe de volta... o próprio Cuca, nove dias depois de sua saída de General Severiano.

O resultado: O Botafogo terminou o Brasileiro no meio da tabela. Pouco menos de ano depois de sua recontratação, Cuca saiu do clube após eliminação na Copa do Brasil para o Corinthians.

Flamengo – Vanderlei Luxemburgo em 2014

Como estava: Ney Franco era o técnico e vinha pressionado. Após a parada da Copa do Mundo, o time não apresentava evolução, era o último colocado com 7 pontos em 11 jogos e havia sido goleado por 4 a 0 pelo Internacional. A diretoria rubro-negra decidiu demitir o comandante e imediatamente depois anunciar o substituto: Vanderlei Luxemburgo.

O salvador: “O Luxemburgo é um consenso no clube”, afirmou o diretor de futebol Felipe Ximenes na época. Flamenguinsta assumido, o treinador campeão carioca com Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves em 2011 não trabalhava desde 2013, quando foi o comandante em boa parte da campanha que terminou com o Fluminense na zona de rebaixamento.

O resultado: O Flamengo terminou no meio de tabela no Campeonato Brasileiro naquele ano, mas ‘Luxa’ foi demitido um ano depois, sem títulos.

Grêmio – Renato Gaúcho em 2016

Como estava: com derrotas seguidas para Coritiba e Ponte Preta, as seis partidas sem vencer tiraram o Grêmio da briga pelo topo da tabela e fizeram Roger Machado pedir demissão em 2016.

O salvador: o escolhido foi ninguém mais, ninguém menos que Renato Gaúcho. Ídolo como jogador (e com passagem como técnico), estava há mais de dois anos sem trabalhar, desde passagem frustrada pelo Fluminense. À época discutia-se muito a renovação dos treinadores brasileiros e bricava-se que Portaluppi preferia curtir na praia a estudar.

O resultado: a escolha não poderia ter sido melhor. Renato ganhou tudo pelo Grêmio: Copa do Brasil, Libertadores, Recopa e Gaúchão, estando no comando do Grêmio até hoje e montando um dos times mais vistosos do país. Como disse o próprio: "Quem precisa aprender, estuda, vai pra Europa... Quem não precisa vai pra praia.”

Internacional – Celso Roth em 2016

Como estava: após só cinco partidas no comando do Internacional, Paulo Roberto Falcão foi demitido sem vencer. Somados às seis partidas sem triunfo do técnico anterior, Argel, o clube colorado caiu do topo da tabela no Brasileiro 2016 para a 14ª posição.

O salvador: o escolhido para recolocar o time do Inter no caminho das vitórias foi Celso Roth, campeão da Libertadores de 2010 e do Gauchão 1997 pelo time. O treinador vinha de passagens por Vasco e Coritiba, deixando os clubes em penúltimo e último, respectivamente.

O resultado: três meses depois, Celso Roth foi demitido sem o mesmo sucesso da passagem anterior. Após empate com a Ponte Preta, o Internacional voltou à zona de rebaixamento a três rodadas fim do campeonato. O Colorado acabou rebaixado.

São Paulo – Muricy Ramalho em 2013

Como estava: o São Paulo estava na zona de rebaixamento há 11 rodadas no Brasileiro de 2013. Após 17 jogos e 10 derrotas, o campeão da Libertadores de 2005, Paulo Autuori, foi demitido pela diretoria.

O salvador: o tricampeão brasileiro entre 2007 e 2009 voltou ao clube do Morumbi para salvar a pátria. Muricy vinha de boas passagens por Flu, onde teve sua quarta conquista de Brasileiro, e Santos, pelo qual venceu a Libertadores.

O resultado: Muricy passou dois anos no São Paulo e comandou o time por 109 partidas. Em 2015, saiu após derrota para o Botafogo por problemas de saúde e ‘em comum acordo com a diretoria’, tendo escapado do rebaixamento em 2013 e sido vice-campeão brasileiro em 2014.

Corinthians – Tite em 2015

Como estava: Mano Menezes comandou o Corinthians em 2014, substituindo Tite. O treinador fez um bom ano e terminou o Brasileiro em quarto, mas se despediu ao final da temporada com o contrato seu contrato se encerrando e até ironizou que ‘imaginava’ o seu substituo.

O salvador: como todos esperavam, Tite voltou ao Corinthians após um ‘ano sabático’ de estudos. Campeão brasileiro em 2011, da Libertadores e Mundial em 2012 e Paulista e da Recopa em 2013, retornou ao clube em 2015 nos braços da torcida.

O resultado: Tite manteve o ritmo de títulos da primeira passagem e foi campeão brasileiro em 2015. No ano seguinte, recebeu proposta da CBF e tornou-se treinador da seleção brasileira, onde está até hoje.

Santos – Emerson Leão em 2008

Como estava: Após ser bicampeão paulista e fazer boas campanhas no Brasileiro, Vanderlei Luxemburgo não acertou a renovação para o ano de 2008 no clube, que viu seu treinador ir para um grande rival: o Palmeiras.

O salvador: Para a nova temporada, o Santos apostou num velho ídolo que substituísse ‘Luxa’ à altura: Emerson Leão. Campeão brasileiro em 2002 como treinador do time de Diego e Robinho, vinha de passagens por Corinthians e Atlético-MG.

O resultado: Leão durou apenas alguns meses no comando, pedindo demissão após eliminação na Libertadores e derrota por 4 a 0 para o Cruzeiro na 3ª rodada do Brasileiro.

Palmeiras – Felipão em 2010

Como estava: Muricy começou o ano de 2010, mas foi demitido após maus resultados. Antônio Carlos Zago, seu substituto, durou apenas três meses no comando, e o Palmeiras tinha 2 vitórias em 7 jogos no Brasileiro.

O salvador: o Palmeiras contratou seu técnico ídolo: Luiz Felipe Scolari. Em sua última passagem, tinha conquistado Copa do Brasil, Mercosul e Libertadores entre 1997 e 2000. Felipão vinha do Bunyodkor, do Uzbequistão, onde trabalhou após ser demitido do Chelsea.

O resultado: Felipão ficou no Palmeiras até setembro de 2012, comandando o clube por 154 jogos. Conquistou a Copa do Brasil de 2012, mas no mesmo ano deixou o time alviverde na penúltima colocação do Brasileiro, sendo demitido – a equipe viria a ser rebaixada ao fim da temporada.