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Xerife da Bélgica não brinca nem em bobinho e tomou 'enquadro' no City antes de virar ídolo

Vincent Kompany é um dos mais respeitados jogadores do mundo, sempre sendo uma das vozes mais influentes de suas equipes – e não é diferente na Bélgica, mesmo que ele não vista a braçadeira de capitão. Mas o que quase ninguém sabe é que ele precisou tomar um verdadeiro ‘enquadro’ no Manchester City para poder chegar a esse nível de liderança.

“Ele queria cobrar um pouquinho a mais. Até exagerava e o pessoal chamou atenção dele: ‘Calma, Kompany’. Colocaram ele no lugar dele, até porque era um pouco jovem. Ele passou a ser mais adequado nessas cobranças, procurou pedir desculpas pra todo”, conta o zagueiro Gláuber, com passagens por Atlético-MG e Palmeiras no Brasil e companheiro de Kompany no City.

Mas uma coisa ele não mudou muito: o treino sempre sério, mesmo que nas rodas de bobinho. “É um exemplo de profissional. Era terrível treinar com ele porque dava carrinho, você via as travas de alumínio da chuteira dele brilhando o tempo todo”, recorda Gláuber, rindo.

"A gente tinha um bom relacionamento por termos jogado na Alemanha e chegado juntos ao City. Ele tem muita força física e encaixou perfeitamente na Inglaterra. Nunca vi um cara tão forte como ele. Naquela época ele era muito rápido", recordou.

Kompany é um dos representantes de Congo no elenco da Bélgica. Seu pai era um refugiado político do então Zaire e depois acabou virando diplomata. Dele, o zagueiro herdou o interesse político e a habilidade de falar em público. Para os mais íntimos, virou Obama, em referência ao ex-presidente dos Estados Unidos.

“Ele criou uma história muito grande dentro do City. Se tornou capitão, venceu títulos, coisa que fazia muito tempo que não acontecia. Ele se identificou com a camisa e mostrou realmente porque foi ao clube. Eles encaixou bem demais na mentalidade do clube e todo mundo que chegava depois dele ele acabava orientando de como conhecer dentro do clube”, diz Gláuber.

Hoje o zagueiro é um verdadeiro ídolo das torcidas de City e Bélgica. E costuma ser peça chave das duas equipes, mesmo com tantas lesões que sofreu nos últimos tempos.

A Bélgica enfrenta a Inglaterra neste sábado, às 11h (de Brasília), pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. O duelo acontece em São Petersburgo.