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Neymar? Hazard? Qual vai ser a compra bombástica pós-Copa do Real Madrid neste ano? Veja o histórico e as possibilidades

Desde 2002, depois do Mundial, acontece o mesmo: com dinheiro em caixa e uma vontade incontrolável de fazer compras, Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, sempre faz pelo menos uma caríssima aquisição de impacto - que nem sempre dá certo.

Neste ano, os principais candidatos a indulgência são o meia belga Eden Hazard e o brasileiro Neymar, que já eram desejos madridistas antigos. No caso do belga, o ótimo desempenho durante a Copa do Mundo pode selar o flerte que já vinha acontecendo.

Com Neymar, que fez um Mundial apenas mediano, o que aconteceu na Rússia não deve mudar a vontade de Pérez de contratar o ex-jogador do Barcelona - em especial se Cristiano Ronaldo acertar mesmo sua saída para a Juventus.

Somadas, as aquisições pós-Copa do Real os últimos 16 anos totalizam aproximadamente 247 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão no câmbio atual); veja quais foram as outras contratações madridistas de peso após as últimas quatro Copas do Mundo:

2014 - James Rodríguez e Toni Kroos

Há quatro anos, os escolhidos foram os meias James Rodríguez e Toni Kroos.

o colombiano James foi contratado após brilhar na primeira fase e nas oitavas de final do torneio, tendo feito, inclusive, o gol mais bonito do Mundial.

Artilheiro da Copa, ele chegou ao Santiago Bernabéu com moral, por 75 milhões de euros. Mas nunca caiu nas graças dos técnicos Carlo Ancelotti e também de Zinedine Zidane.

Pouco aproveitado, o colombiano foi negociado com o Bayern de Munique em 2017, por empréstimo (13 milhões de euros). Na Bavária, adaptou-se bem e encontrou seu melhor futebol. Sua permanência em Munique, no entanto, não é certa. Com o fim do empréstimo, seu retorno a Madri não está descartado já para esta temporada.

Kroos foi anunciado no Real dias antes do colombiano, vindo do Bayern de Munique por 42 milhões de euros. Ao contrário de Rodríguez, o jogador tornou-se peça-chave do clube espanhol e caiu na graça dos técnicos e dos torcedores.

Em quatro temporadas no time, o alemão virou homem de confiança no esquema da Zidane. Conquistou três Champions League e um Campeonato Espanhol.

2010 - Mezut Ozil e Sami Khedira

Em 2010, a bola da vez foi o alemão Mezut Ozil. Após o bom desempenho do então jovem jogador alemão do Werder Bremen na África do Sul, o Real Madrid desembolsou 15 milhões de euros para assinar com o meia.

O baixo valor para os padrões europeus se explica pelo fato de o contrato de Ozil com a equipe de Bremen estar próximo do fim na época. Ou saía naquele momento por esse valor ou sairia "de graça" meses depois. Assim, o Werder aceitou a oferta e o Real o contratou.

Só que Ozil não apresentou o desempenho esperado com a camisa branca. Em três anos, nunca justificou a alta expectativa depositada nele e deixou a Espanha com destino a Londres, para jogar no Arsenal, onde ainda está.

Khedira custou 14 milhões de euros a Florentino Pérez. Ficou cinco anos no Madrid e jogou apenas 106 partidas, devido a seguidas lesões graves. Saiu sem deixar muito saudade, com destino a Turim, para jogar pela Juventus, em uma transferência sem custos.

2006 - Emerson, Cannavaro e Van Nistelrooy

Após a Copa da Alemanha, Florentino veio de baciada: Emerson, Cannavaro e Van Nistelrooy.

O volante brasileiro, um dos líderes da seleção em 2006, nem foi destaque no torneio. Mas o então técnico do Real, Fabio Capello, que o dirigira na Roma e na Juventus, era fã do ex-jogador do Grêmio e o pediu.

Custou cerca de 15 milhões de euros ao clube espanhol. Não deu certo. Em um ano, Emerson, muito perseguido pelos merengues, deixou o clube pela porta dos fundos e foi para o Milan, onde também não brilhou.

Ruud van Nistelrooy foi mais um a desembarcar em Madri depois da Copa do Mundo. O atacante de 30 anos chegou ao Bernabéu depois de se desentender com Cristiano Ronaldo no Manchester United, ao custo de 24 milhões de euros.

No Real, o holandês não foi mal, mas, com seguidas lesões, deixou o clube em 2009 tendo atuado menos do que poderia. O holandês seguiu para o Hamburgo em 2010.

Capitão da seleção tetracampeã na Alemanha, o zagueiro italiano Fabio Cannavaro foi mais um a chegar com pompa à cidade espanhola, por 7 milhões de euros. Veio da Juventus, juntamente com Emerson, quando a Signora foi rebaixada na Itália, acusada de manipulação de resultados.

Embora tenha ganhado a Bola de Ouro da Fifa ao fim daquele ano, em uma decisão um tanto contestada, o jogador não brilhou em Madri como sua fama supunha que faria. Mesmo assim, ficou por três temporadas na equipe, antes de retornar à Juventus.

2002 - Ronaldo

Naquele ano, o mimo de Florentino para o próprio clube foi nada menos que Ronaldo Fenômeno.

Em alta, após a conquista do penta com o Brasil, mas já com duas complicadas cirurgias de joelho e com 26 anos, o camisa 9 chegou a Madri por 45 milhões de euros.

A contratação teve ares épicos. O artilheiro foi oficializado pelo Real Madrid apenas uma hora antes do fechamento da janela de transferências.

Ronaldo ficou por quase cinco anos anos no Madrid, clube europeu com quem mais se identificou, a despeito de passagens marcantes por PSV, Barcelona e Internazionale. Mas foi em Madri, também, que ele começou a ganhar muito peso, depois de mais algumas contusões.

O jogador deixou o clube merengue em 2007 por baixo, alvo de escárnio dos próprios madridistas por conta de seu peso e desempenho ruim. De lá, foi para o Milan, antes de retornar ao Brasil e jogar pelo Corinthians. O craque chegou ao Parque São Jorge em 2009, onde encerrou a carreira, cerca de três anos depois.