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Suárez abre o jogo e fala sobre relação com Cavani, rivalidade com Cristiano Ronaldo e duelo com Pepe

O atacante Luis Suárez, do Barcelona, foi escolhido pela seleção do Uruguai para falar nesta sexta-feira em entrevista coletiva, um dia antes do jogo contra Portugal, neste sábado, às 15h (de Brasília), pelas oitavas da Copa do Mundo 2018, em Sochi.

Geralmente avesso a falar com a imprensa, o camisa 9 foi perguntado sobre alguns temas espinhosos, mas mostrou que seu temperamento explosivo fica apenas dentro de campo, sendo bastante ponderado e cauteloso nas respostas.

A primeira questão foi sobre sua relação com Edinson Cavani, seu parceiro de ataque, que, assim como ele, é um goleador - e, portanto, "fominha". Suárez, porém, disse que não vê problema em jogar ao lado de outro atleta que prefere fazer gols do que atuar pelas pontas ou dar assistências.

"Nós nos conhecemos há muitos anos, já há uns 10 anos. Na seleção, jogamos inclusive um Mundial sub-20 quando ambos tínhamos 19 anos. A única rivalidade que existe é a de lutar pela camiseta do Uruguai, lutar para conseguir o melhor nível da equipe, que é o que eu e ele vamos sempre priorizar", afirmou.

"Vamos sempre ajudar da melhor maneira para que nossa equipe siga avançando e indo longe nas competições. Não temos qualquer aposta ou rivalidade a nível pessoal. Apenas queremos que o Uruguai siga avançando da melhor maneira possível", completou.

Na sequência, o Pistolero foi perguntado sobre a enorme rivalidade entre atletas de La Liga que haverá no jogo de sábado: Suárez, do Barcelona, e Godín e Giménez, do Atlético de Madri, contra Cristiano Ronaldo, do Real Madrid.

Para Suárez, porém, o que acontece na Espanha, fica na Espanha.

"Aqui é totalmente diferente. Obviamente que a rivalidade que temos com Cristiano lá é diferente, pois na Espanha cada um trata de competir por sua equipe, sempre tentando dar tudo pelo time. Aqui é o Mundial, e há um sentimento especial de cada um que defende a camisa de sua seleção. Vai ser uma partida na qual todos vão querer fazer o melhor para que sua equipe siga avançando", discursou.

Por fim, ele foi perguntado sobre como acha que vai voltar a ser enfrentar Pepe, um de seus grandes rivais nos tempos de Real Madrid e que será responsável por marcá-lo neste sábado no Estádio Olímpico Fisht, em Sochi.

Será que vai sair faísca?

"Os defensores de Portugal estão no maior nível do futebol. O Pepe jogou muitos anos no Real Madrid, joga há mais de 10 anos pela seleção, e, se ele conseguiu tudo isso, é porque merece", elogiou.

"Mas o jogo de amanhã não é apenas eu contra Pepe, Fonte, Bruno Alves ou qualquer um que jogue. Somos 11 contra 11, e temos que pensar no jogo como grupo. Nós do Uruguai sempre dependemos mais do nível coletivo do que individual. Amanhã temos que estar compactados ao máximo e dar toda a vontade em campo para poder ganhar", salientou.