7 a 0: sete motivos que mostram como Alemanha teve o maior vexame de sua história

No Mineirão, no dia 8 de julho 2014, a Alemanha proporcionou ao Brasil o capítulo mais vergonhoso de sua história. No dia 27 de junho de 2018, foi a vez dos alemães terem motivos para se envergonharem de sua seleção.

Listamos sete – sim, sete – detalhes que explicam porque a derrota por 2 a 0 para a Coreia do Sul, e a consequente eliminação da Copa do Mundo como último colocado do grupo F, atrás de Suécia, México e da própria Coreia.

Time que valia quase 10 vezes mais

Uma boa forma de demonstrar a superioridade dos elencos é observar quanto cada um deles vale no mercado.

Segundo o Transfermarkt, site especializado no assunto, os alemães foram para o Mundial com o quarto grupo mais valioso, valorado em 883 milhões de euros (R$ 3,94 bilhões). Já os sul-coreanos apareciam com apenas o 23º elenco em valores, avaliado em 87,53 milhões de euros (R$ 390,98 milhões).

O mais valioso dos asiáticos é Son, cotado em 50 milhões de euros (R$ 223,4 milhões). Enquanto isso, Kroos, o mais caro alemão, avaliado em 80 milhões de euros (R$ 357,43) seria quase o suficiente para comprar todos os sul-coreanos.

Só cinco “europeus”

Heung-min Son, o jogador mais valioso, é também o único da seleção a defender um time de primeira linha, sendo titular do Tottenham, da Inglaterra.

Além dele, só outros quatro jogadores jogam no futebol europeu: Hee-chan Hwang, do Red Bull Salzburg, Sung-yong Ki, do Swansea, Ja-cheol Koo, do Augsburg, e Seung-Woo Lee, do Hellas Verona.

O líder do ranking

A Alemanha dependia apenas de si mesma para ficar com a vaga. E se você olhasse o ranking da Fifa saberia muito bem em quem apostar.

Atuais campeões do mundo, os alemães aparecem na primeira posição, com 1.558 pontos. A Coréia do Sul? Apenas a 57ª colocada, com 544 pontos.

Sexta vitória da Coréia em Copas

Enquanto os alemães já disputaram oito finais de Copa, esta foi apenas a sexta vitória da Coréia do Sul na história dos Mundiais.

Esta é apenas a 10ª participação da equipe asiática na competição, sendo a 9ª consecutiva. A primeira vitória só veio na sexta Copa, quando foi sede do torneio, em 2002, e conseguiu chegar até as semifinais, terminando na 4ª colocação.

Longevidade resolve?

Joachim Löw está no comando da seleção da Alemanha desde que Jürgen Klinsmann deixou o cargo, após a disputa da Copa do Mundo de 2006. Seu trabalho com o time, contudo, já vinha de antes, já que era auxiliar técnico desde 2004.

Já Tae-Yong Shin assumiu a equipe principal há menos de um ano, no dia 4 de julho de 2017, e tem 19 jogos no comando da seleção sul-coreana.

Pontaria ruim

Na partida desta quarta-feira, a Alemanha finalizou 26 vezes, sendo que a bola teve a direção do gol em apenas seis oportunidades. Segundo as estatísticas disponibilizadas pela Fifa, foram 67 chutes nos três jogos, sendo 20 no alvo.

Balançar a rede mesmo, só duas vezes, ambas na vitória por 2 a 1 sobre a Suécia. É o pior desempenho de um ataque alemão em Copas desde 1938, quando também marcou duas vezes, mas jogou apenas duas partidas.

Tem a primeira vez para tudo

Recordista em aparições em finais, a Alemanha também se orgulhava de nunca ter deixado uma Copa do Mundo logo em sua primeira fase.

Em 1938 a queda aconteceu na primeira fase, mas o torneio não tinha uma fase de grupos, sendo disputada diretamente em mata-mata. Na ocasião, depois de um empate em 1 a 1 com a Suíça, a eliminação veio no jogo extra, por 4 a 2.