Foi por pouco, muito pouco. E com muito, muito sofrimento. Mas a Argentina segue viva na Copa do Mundo.
A seleção albiceleste ia sendo eliminada até os 41 minutos do segundo tempo, quando apareceu Marcos Rojo. Um herói improvável, é verdade. Mas o herói que era necessário. Ele marcou o gol da vitória por 2 a 1 sobre a Nigéria e garantiu a classificação para as oitavas de final da competição.
Antes disso, Lionel Messi havia aberto o placar, e Victor Moses, em um pênalti polêmico, daixara tudo igual para os nigerianos. Até Rojo aparecer para salvar os hermanos.
E evitar também o que seria o maior vexame dos argentinos na história dos Mundiais, uma eliminação na fase de grupos e sem uma vitória sequer.
De quabra, a Argentina ainda contou com uma vitória da Croácia mista contra a Islândia para se classificar com a segunda posição do grupo D.
Agora, os hermanos terão um jogão pela frente nas oitavas de final. No sábado (30), enfrentam a França, em Kazan.
A Croácia, que passou em primeiro, pega a Dinamarca no comingo (1), em Nizhny.
Tinha que ser ele!
O jogo começou com um ar tenso para a Argentina. O ataque não se encaixava direito, a defesa falhava em alguns lances que pareciam fáceis. Mas a Nigéria não soube aproveitar o início ruim albiceleste. E pagou muito caro por isso. Principalmente porque estava em campo um jogador chamado Lionel Messi.
Aos 13 minutos, ele contou com um lançamento perfeito de Banega, dominou a bola com maestria com a coxa e ficou de frente para o gol, de onde não costuma perder. Batida cruzada, forte, sem chance alguma para Uzoho.
Leveza
Foi como se toda a tensão tivesse ido embora. A Argentina passou a dominar a partida e até teve chances de matar o jogo.
Aos 26, Messi deixou Higuaín na boa, mas o centroavante parou em boa saída do goleiro nigeriano. Uzoho ainda brilhou de novo sete minutos mais tarde. Messi cobrou falta com perfeição, e a bola tinha enderço certo no cantinho, mas o arqueiro nigeriano encostou com a ponta dos dedos e a mandou na trave.
Polêmica!
O ditado do futebol é muito claro: quem não faz, toma!
O mundo argentino desabou logo aos 3 minutos do segundo tempo. Em cobrança de escanteio na área, Mascherano se enroscou com Balogun e o juiz marcou um pênalti polêmico, mantendo a penalidade mesmo após rever o lance em vídeo.
Na cobrança, Victor Moses mostrou toda sua experiência e deslocou o goleiro Armani para deixar tudo igual.
Abalo total
A Argentina sentiu demais o gol. Passou muito tempo perdida em campo e até a torcida diminuiu o com o gol da Nigéria. O clima era pesado demais no ar.
E desta vez foram os africanos que tiveram a chance de matar o jogo.
Aos 25, Ndidi ficou livre na entrada da área em um contra-ataque, mas mandou por cima do gol. Cinco minutos depois, Ighalo recebeu cruzamento de Moses e também teve ótima chance, de frente para o gol, mas mandou para fora. O lance ainda foi revista em vídeo porque a bola inicialmente havia batido na mão de Rojo, mas o pênalti não foi assinalado.
Aos 37, o mesmo Ighalo ficou sozinho pelo canto esquerdo da área e chutou em cima de Armani. E quase que no lance seguinte, Etebo cobrou falta que foi para as redes, mas pelo lado de fora.
Herói improvável
E o velho ditado entrou em ação mais uma vez.
Já aos 41 minutos do segundo tempo, Mercado apareceu pela ponta direita e colocou a bola na área. No meio, o zagueiro Rojo apareceu para completar de primeira e marcar o gol da classificação, o gol da explosão total no estádio.
