Salah encerra 'ano mágico' frustrado com lesão e fracasso na Copa, mas batendo recordes

Mohamed Salah provavelmente foi o jogador mais citado na temporada europeia em todo o mundo. O egípcio que chegou ao Liverpool um pouco desacreditado, rapidamente se confirmou como um dos melhores do mundo e conduziu a equipe até a final da Uefa Champions League. Porém, de uma hora para outra, tudo mudou. Além da lesão que o tirou da decisão contra o Real Madrid ainda nos minutos iniciais, ele correu grandes riscos de perder a Copa do Mundo por causa do problema no ombro. Até foi para o Mundial, marcou dois gols, mas deixa a Rússia sem conseguir a primeira vitória na história das Copas para o Egito e com nenhum ponto em um dos grupos considerados mais fracos do Mundial.

Contratado por 42 milhões de euros após dois anos sem brilhar na Roma, Salah foi bastante cornetado em sua volta à Inglaterra, onde já havia passado pelo Chelsea. Porém, ele rapidamente se entrosou com Roberto Firmino, Sadio Mané e Philippe Coutinho, que deixou o Liverpool no meio da temporada para defender o Barcelona. O que antes era desconfiança se tornou em euforia, com Salah se tornando artilheiro e terminando a Premier League com incríveis 32 gols, um recorde desde que o campeonato passou por uma reformulação.

Esse faro de gols foi fundamental para levar sua equipe até o terceiro lugar na tabela e, principalmente, até a final da Liga dos Campeões, competição em que anotou 10 gols durante a campanha.

Seu "conto de fadas", porém, chegou ao fim com menos de 30 minutos do jogo mais importante de sua carreira. Em uma dividida com Sérgio Ramos, Salah caiu de mal jeito e sofreu uma lesão no ombro. Até tentou seguir em campo, mas teve que ser substituído na sequência. Talvez por abatimento após perder seu principal jogador, o Liverpool não foi páreo para o Real Madrid, que venceu por 3 a 1 e se sagrou tricampeão do principal torneio do continente.

Após isso, o egípcio viveu um grande drama. De início, informações davam conta de que ele não teria condições de jogar a Copa do Mundo. Mesmo que não estivesse 100%, acabou indo para a Rússia, mas foi poupado da estreia, contra o Uruguai, quando o Egito perdeu por 1 a 0 e ficou muito clara a dependência da equipe de seu principal jogador.

Até por isso, ele foi titular contra a Rússia, em partida que colocaria as chances de classificação de sua seleção em jogo. E Salah não conseguiu ajudar. Até marcou um gol, em pênalti sofrido por ele mesmo, mas não evitou a derrota por 3 a 1 e uma eliminação precoce.

Porém, se a vaga nas oitavas de final ficaram impossíveis, muita coisa ainda estava em jogo para o Egito, que enfrentaria a também eliminada Arábia Saudita buscando a sua primeira vitória na história das Copas. O camisa 10 começou bem, marcando um golaço de cobertura, mas o objetivo mais uma vez não foi concluído com sucesso. O experiente goleiro egípcio El Hadari, de 45 anos, pegou um pênalti, mas não evitou a virada dos árabes, que voltaram a vencer um jogo de Copa depois de 12 partidas.

Salah, por outro lado, têm motivos para comemorar. Além de parecer estar totalmente recuperado de lesão no ombro, com os dois gols marcados no Mundial ele se tornou, ao lado de Abdulrahman Fawzi, como maior artilheiro egípcio em Copas e, mais do que isso, chegou à incrível marca de 50 gols em toda a temporada, em 58 jogos disputados por Liverpool e seleção, algo que recentemente só foi alcançado por Messi e Cristiano Ronaldo.