Mohamed Salah pode deixar a seleção do Egito por questões políticas

Segundo fontes da ESPN, Mohamed Salah está repensando seu futuro na seleção egípcia devido a infelicidades após uma disputa política durante sua estada em Grozny, na Chechênia, ao longo da Copa do Mundo com o Egito.

A CNN informou no domingo que o atacante do Liverpool, forçado a perder o jogo de estreia contra o Uruguai, em Yekaterinburg, após lesão no ombro na final da Champions League, foi fotografo ao lado de Ramzam Karyrov, líder da República da Chechênia.

Karydov, desde então, declarou que Salah é cidadão honorário da Chechênia em uma cerimônia junto com o jogador.

“Mohamed Salah é cidadão honorário da República da Chechênia! É isso mesmo!”, escreveu o líder checheno em sua rede social.

“Eu entreguei a Mohamed Salah uma cópia de ordem e um broche, em um jantar comemorativo que dei em homenagem à seleção egípcia”, completou.

Kadyrov é líder da Chechênia desde 2004. É uma figura com certas rejeições no cenário global devido aos seus pensamentos, principalmente contra a comunidade gay, e suas duras regras com seu povo.

De acordo com a CNN, Salah está desconfortável com a imagem projetada durante o período do Egito em Grozny, afinal, o craque não queria ser usado como ‘peão político’.

Uma fonte conhecida do jogador confirmou para a ESPN sua posição sobre o assunto e que, de fato, isso está ocorrendo, acrescentando repensar seu futuro internacional.

A controvérsia chechena é a mais recente experiência do atleta durante seu período internacional. Há pouco tempo, em abril, o atacante venceu uma batalha com a Federação Egípcia em relação aos direitos de imagem.

É esperado que Salah jogue pelo Egito – já eliminado da Copa do Mundo – em sua última partida na competição, contra a Arábia Saudita, antes da volta pra casa.