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Ante Rebic, carrasco da Argentina, é 'ex-bad boy' e pesadelo do Bayern de Munique

Ante Rebic, carrasco da Argentina, é ‘ex-bad boy’ e pesadelo do Bayern de Munique

É bem verdade que a falha de Willy Caballero diante da Croácia foi incontestável. Mas, de qualquer forma, Ante Rebic estava lá. Incomodando a defesa adversária, à espera ou forçando um erro, algo típico de seu jogo.

O incansável atacante, que abriu o placar na vitória por 3 a 0 sobre a Argentina, pela Copa do Mundo, é o tipo jogador ‘chato’. Para quem não existe bola perdida ou zagueiro que não se pode desarmar.

“Um ponta incrivelmente direto e agressivo com atitude – uma má atitude, na maior parte do tempo. Ele está sempre em fúria e parece que ele é controlado por um botão de turbo escondido. Psicológico e técnico nunca foram um problema para Rebic”, diz o guia da Copa do Mundo do jornal Guardian.

“Muitas pessoas assumem que ele era uma personalidade difícil e um bad boy”, disse Niko Kovac, ex-técnico do Eintracht Frankfurt e atual comandante do Bayern de Munique. “Mas na verdade ele é um cara bem legal. Você apenas tem que saber como lidar com ele e às vezes dar um tempo a ele”.

Os números ajudam a entender o seu estilo.

Um dos principais nomes do Eintracht Frankfurt, o atleta de 24 foi ao lado de Guido Burgstaller, do Schalke 04, e do brasileiro Caiuby, do Augsburg, o atacante que mais cartões amarelos recebeu na última edição da Bundesliga. Além disso, cometeu 56 faltas, entrando para o top 15 da competição.

Seu estilo brigador em campo talvez tenha vindo da prática de judô, algo que não faz há algum tempo. Fato é que ele não incomoda os defensores somente quando está sem a bola. Longe disso.

Na última temporada, ele foi um dos destaques do Frankfurt, com 9 gols. Dois deles vieram no triunfo por 3 a 1 sobre o Bayern de Munique na final da Copa da Alemanha, dando o principal título do clube em 30 anos. Na decisão de 2016-17, aliás, ele já havia marcado na derrota por 2 a 1 para o Borussia Dortmund.

Rebic foi contratado pelo Frankfurt no meio de 2016, primeiramente por empréstimo. Devido ao desempenho do atleta, o clube acabou o contratando em definitivo por 2 milhões de euros.

Bem na técnica e na raça, o atacante conseguiu para a sua segunda Copa do Mundo – entrou no segundo tempo em todos os jogos da Croácia em 2014. E, de quebra, assegurou o seu lugar no time titular.

O gol contra a Argentina foi apenas o segundo do atacante com a camisa xadrez - o primeiro ocorreu em sua estreia, em 2013. Desde então, foi uma seca de 16 jogos. Algo que está longe de representar a dor de cabeça que causa nos zagueiros adversários.