Eles protagonizaram uma das maiores zebras da história dos Mundiais. E estão de volta na Copa do Mundo da Rússia. Em 31 de maio de 2002, a então campeã mundial e europeia França estreava na Copa da Coreia e do Japão contra o desconhecido Senegal, que fazia sua estreia em Mundiais. Apesar de contar com craques como Patrick Vieira, Lilian Thuram, Emmanuel Petit, Thierry Henry e até Zinedine Zidade (que ficou no banco), os africanos surpreenderam o mundo ao vencer o jogo e, dias mais tarde, chegar até as quartas de final.
Alguns dos destaques daquele time foram Aliou Cissé, Omar Daf, Tony Sylva e Lamine Diatta, que fazem parte da comissão técnica de Senegal em sua segunda participação em Copas. Cissé, antigo capitão, é agora o treinador e tem Daf como seu principal assistente. Sylva, o goleiro que brilhou 16 anos atrás, hoje treina os arqueiros da seleção, enquanto Lamine Diatta é o coordenador da equipe.
Cissé, que há três anos comanda a seleção, acredita que a missão de 2018 é ainda mais complicada do que em 2002, quando ninguém tinha muita expectativa do desempenho de Senegal. Nesse ano, por causa do desempenho de 16 anos atrás, a espera é outra. "Três anos de batalhas e lutas. Para conhecer a pressão, você precisa ir à África", disse, em entrevista ao L'Equipe.
Senegal está no Grupo H da Copa e faz a sua estria na próxima terça-feira, meio dia (horário de Brasília), contra a Polônia.
