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Copa do Mundo de 2026 terá sua sede escolhida nesta quarta, e até Trump ajudou em campanha

A partir das 9h de Moscou (3h de Brasília), no Expocentre, o 68º Congresso da Fifa terá início no país-sede da Copa do Mundo. Além de assuntos triviais, a reunião mais importante da entidade vai tomar uma importante decisão: quem receberá o principal evento do futebol em 2026.

De um lado a candidatura dos países da América do Norte (Canada, Estados Unidos e México); do outro, Marrocos tenta desbancar o favoritismo que antes era absoluto.

Não chega ao ponto de "parece que o jogo virou", mas os marroquinos começaram a sonhar com a possibilidade de vitória após as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, contra imigrantes, países africanos e muçulmanos.

Para contornar a situação e provar que seu país está apto a receber estrangeiros, o empresário precisou ficar humilde. Segundo revelou o jornal New York Times, Trump enviou três cartas ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, garantindo que todos serão bem-recebidos nos Estados Unidos.

Citando os Jogos Olímpicos de 1996 e 2002 além da Copa do Mundo de 1994, o mandatário norte-americano escreveu: "Estou confiante de que os Estados Unidos sediariam a Copa do Mundo de 2026 de uma maneira similarmente aberta e festiva, e que todos os atletas elegíveis, oficiais e torcedores de todos os países ao redor do mundo seriam capazes de entrar nos EUA sem discriminação".

A jogada de Donald Trump foi vista com bons olhos pela candidatura (chamada de United), mas ainda não é possível fazer um prognóstico sobre como votarão os 207 países federados à Fifa e membros do Congresso. Quem alcançar 104 votos, a maioria simples, ganha.

Pelas contas do NY Times, 21 países já se comprometeram a votar no Marrocos, enquanto 28 estão ao lado dos países norte-americanos. Ou seja: 158 nações estão em jogo na votação.

Os marroquinos, por sinal, enfrentam rivais indigestos na parte econômica. O PIB do país africano ficou em US$ 103,61 bilhões em 2016, praticamente 0,5% da produção dos Estados Unidos (US$ 19,39 bilhões em 2017). Canadá e México já ultrapassaram a casa do US$ 1 trilhão com seus PIBs.

E a Copa de 2026 deve trazer uma nova expansão no número de seleções participantes: 32 para 48. Deve porque nesta quarta também será discutida a proposta da Conmebol para que o aumento já valha no Mundial de 2022 no Catar.

A candidatura norte-americana projeta 16 sedes e 23 estádios para o torneio, contra 12 sedes e 14 estádios do Marrocos. Ambas projetam lucros de US$ bilhões com a Copa do Mundo.