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Copa do Mundo: hinos do Grupo F tem mudança pós-nazismo na Alemanha e 'bronca da mulher' no México

Poucos momentos representam tanto a emoção de uma Copa do Mundo como os hinos nacionais. Minutos antes da batalha dentro de campo, cada nação se reúne com toda sua gente em torno de uma melodia e uma letra.

O hino traz uma história, uma cultura, um sentimento. E o fã de esporte fica por dentro de todos eles no ESPN.com.br!

Neste sábado, conheça os hinos do Grupo F:

Alemanha

Das Lied der Deutschen, "A Canção dos Alemães", foi escrita em 1841, por August Heinrich Hoffmann von Fallersleben. A letra foi colocada sobre a melodia da peça "Quarteto do Imperador", composta em 1797 por Joseph Haydn.

A primeira estrofe da canção chegou a ser usada como hino nacional no período nazista. Depois disso, porém, a Alemanha passou a ter a canção Auferstanden aus Ruinen (!Reerguidos das ruínas") como hino.

Em 1952, "A Canção dos Alemães" voltou a ser reconhecida como música oficial do país. Entretanto apenas a última estrofe é cantada em eventos oficiais.

Letra:

Unidade e justiça e liberdade

Para a pátria alemã.

Zelaremos todos para isso

Fraternamente com coração e mão!

Unidade e justiça e liberdade

São a garantia da felicidade.

Floresça no esplendor dessa felicidade.

Floresça pátria alemã!

Floresça no esplendor dessa felicidade.

Floresça pátria alemã!

México

O Himno Nacional Mexicano foi escrito em 1853 pelo poeta Francisco González Bocanegra e transformado em música pelo compositor catalão Jaime Nunó Roca. O hino foi oficializado em 16 de setembro de 1854.

Um ano antes, o presidente Antonio López de Santa Anna convocou um concurso para que o hino foi feito. Os concorrentes teriam vinte dias para apresentarem os trabalhos.

Francisco González Bocanegra não queria participar do concurso por pensar que poemas deveriam ser feitos apenas para a mulher amada. Mas sua noiva, Guadalupe González del Pino (conhecida como Pili), insistiu até que, em certo momento, trancou o poeta em um quarto da casa até que ele entregasse a composição. Depois de quatro horas, ele entregou dez estrofes que ganharam o concurso.

Letra:

Mexicanos ao grito de guerra Com aço comprimido e aos brados

E retimbre em seus centros a terra Ao sonoro rugir do canhão.

Cinja, Ó Pátria, tuas têmporas com oliva Da paz o arcanjo divino,

Que, no céu, teu eterno destino, Pelo dedo de Deus se escreveu.

Mas se ousar um estranho inimigo Profanar, com um plano, teu solo

Pensa, Oh, Pátria querida, que o céu Um soldado, em cada filho, te deu.

Um soldado, em cada filho, te deu.

Coreia do Sul

Aegukga é o hino nacional da Coreia do Sul. O título significa canção do amor pelo pais. A letra foi escrita no século XIX. O político Yun Chi-ho e o líder independentista An Chang-ho são os dois nomes ligados à letra, mas não existe confirmação sobre o autor.

A canção foi proibida durante a colonização japonesa no país (1910 a 1945). Em 1937, o músico Ahn Eak-tae compôs a música - que foi oficialmente adotada pelo Governo Temporário da Coreia enquanto o país era ocupado pelo Japão. Entretanto o hino nunca foi tratado como oficial pelo país.

Letra:

Até que as ondas do mar oriental sequem e que o monte Baekdusan Se alonginque

Deus proteja nossa terra para sempre, nosso país para sempre.

Que a Coréia, pais da rosa de Saron, dos milhares de quilômetros de montanhas e rios magníficos,

fique para sempre de pé, defendida por seu povo.

Suécia

Du gamla, du fria é o hino nacional da Suécia. Mas o governo sueco não adotou a canção oficialmente.

A letra foi escrita por Richard Dybeck, e é acompanhada por uma melodia da província histórica da Vestmânia. A primeira execução do hino foi em 1844, durante um musical nórdico. Com o tempo, a canção ganhou apoio popular e se tornou o hino da Suécia.

Letra:

Tão velho, tão livre, tão montanhoso Norte,

Tão silenciosa terra de paz e beleza!

Eu te saúdo, ó mais adorável país sobre a Terra,

O teu sol, os teus céus, os teus alegres prados verdejantes, O teu sol, os teus céus, os teus alegres prados verdejantes.

O teu trono repousa sobre as memórias dos grandes dias de glória.

Quando honrado seu nome voava por toda a Terra.

Eu sei que você ainda é e sempre será como antes,

Sim, eu quero viver e morrer no Norte, Sim, eu quero viver e morrer no Norte.

Eu para sempre quero te servir, meu amado país.

Lealdadde até a morte eu quero jurar a ti.

Teu direito eu devo proteger com mente e mãos,

Enquanto carregamos ao alto a tua bandeira, Enquanto carregamos ao alto a tua bandeira.

Com Deus eu devo lutar pela pátria e pelo meu lar,

pela Suécia, a nossa amada terra nativa.

Eu não trocarei por nada no mundo.

Não, eu quero viver e morrer no Norte, Não, eu quero viver e morrer no Norte.