Um dos 23 convocados pelo técnico Gareth Southgate, o lateral-esquerdo da Inglaterra Danny Rose revelou nesta quarta-feira, em entrevista ao jornal The Evening Standard, que pediu à sua família para não ir à Rússia assisti-lo atuar na Copa do Mundo, a partir de 14 de junho.
O jogador do Tottenham diz ter medo de ver seus parentes sofrendo com abuso racial, dado o histórico antigo e recente do país-sede do Mundial em 2018.
"Se eu for ofendido lá, nada vai mudar. Não deveria ser assim. Não estou preocupado comigo mesmo, mas disse a meus familiares que não quero que vão para lá por causa do racismo e qualquer outra coisa que possa acontecer", comentou.
Rose ainda lamentou o fato, já que viu seu pai se decepcionar por não poder vê-lo em ação num torneio de tamanha proporção.
"Meu pai está muito triste. Eu pude sentir na voz dele. Ele me disse que talvez nunca tenha a chance de me ver jogar uma Copa do Mundo de novo", afirmou.
O lateral aproveitou, também, para criticar a escolha da Rússia como anfitriã do Mundial e lembrou de uma multa, considerada por ele irrisória, que o país recebeu por conta de cânticos racistas em um amistoso diante da França, em março deste ano.
"De alguma forma, eles conquistaram o direito de sediar a Copa do Mundo, então temos que lidar com isso. Mas uma multa de 22 mil libras é nojento. O que eles [Fifa] esperam? Não quero soar arrogante, mas seu eu fosse multado em 22 mil libras, não me faria nenhuma diferença. Um país ser multado em 22 mil libras é digno de dar risada", completou Rose.
A Inglaterra está no grupo G e estreia diante da Tunísia, no dia 18 de junho. Depois, pega o Panamá, no dia 24, e encerra sua participação na primeira fase diante da Bélgica, quatro dias depois.
