Craques da seleção brasileira viram embaixadores do futmesa, que hoje é mais do que recreação

O que era recreação, agora, virou parte até dos treinamentos. O futmesa é uma das mais recentes manias dos boleiros brasileiros, chegando inclusive à seleção.

A modalidade se assemelha ao futevôlei - são permitidas ações sem as mãos e com três toques a bola tem de passar para o(s) adversário(s) - transportado para uma mesa de pingue-pongue, que possui seus dois lados inclinados para baixo.

Ali, as habilidades são testadas, e os craques gostaram dessa nova atividade.

Inclusive na concentração da Granja Comary, onde o Brasil se prepara para a Copa do Mundo da Rússia, existem duas futmesas, uma da Vivo (patrocinadora da CBF) e outra da Futmesa Brasil.

A empresa paulista, no entanto, se especializou na confecção de mobílias personalizadas e ganhou a preferência de craques da seleção.

"Neymar, Thiago Silva, Edu Gaspar, nós já entregamos. Casemiro vamos entregar hoje (quarta-feira) lá na casa dele em São José dos Campos. E estou fechando uma agora com o Phillipe Coutinho", revelou Flavio Deleo, um dos sócios da Futmesa Brasil, ao ESPN.com.br.

Profissionais do futebol são o maior filão da companhia até o momento com quase 40 mesas já produzidas.

"Caiu no gosto deles, todo dia aparece alguém querendo a mesa, a maioria que joga fora do Brasil", revelou o empresário.

A peça produzida para Neymar, por sinal, tem um caso curioso de um fã... do surfe.

"A do Neymar levamos no Natal. Almoçamos com ele lá em Mangaratiba. Quem estava lá era o (Gabriel) Medina. Aí ele pediu a mesa também e levamos mês passado", contou Flavio Deleo.

Por questão contratual, o empresário não revela qual o valor para produzir cada futmesa no Brasil, mas diz que ainda é um ramo em expansão.

"No começo, tudo é muito difícil. O custo do produto, da logística, dos impostos, do marketing, de pessoal, é tudo muito caro. Só conseguiremos um bom retorno quando tivermos demanda alta e boa negociação com as fábricas", disse.

Dentro da seleção, o futmesa está sendo utilizado no vestiário não apenas como recreação, mas também como parte de atividade para os jogadores.

Agilidade, tempo de reação e mobilidade são testados pela comissão técnica quando os jogadores estão à mesa.